Insulinoterapia no DM2: Quando Iniciar e Por Quê?

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

Em uma manhã de atendimento na UBS você atendeu diversos pacientes com situações de glicemia elevada. Assinale a alternativa a qual descreve, dentre os casos abaixo, aquela que possui indicação para introdução de insulinoterapia:

Alternativas

  1. A) P., 40 anos, IMC=38; apresentou exame com glicemia de jejum no valor de 140 mg/dl; síndrome metabólica associada.
  2. B) Y., 23 anos, gestante na 13a. semana de gravidez, com exame de glicemia do primeiro trimestre no valor de 95 mg/dl.
  3. C) A., 48 anos, em uso de metformina 850mg duas vezes ao dia, glicemia de jejum: 98 mg/dl e hemoglobina glicada: 6,2%.
  4. D) O., 53 anos, em uso de metformina e gliclazida em dose máxima, hemoglobina glicada: 11%.

Pérola Clínica

DM2 com falha a terapia oral máxima e HbA1c > 10% → Indicação de insulinoterapia.

Resumo-Chave

Pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 que não atingem as metas glicêmicas (especialmente HbA1c > 10%) apesar da otimização da terapia oral combinada (metformina e sulfonilureias em doses máximas) necessitam de introdução de insulina para controle glicêmico e prevenção de complicações.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva caracterizada por resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. É uma das condições mais prevalentes globalmente, com impacto significativo na morbimortalidade cardiovascular e renal. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico de DM2 é feito por critérios glicêmicos. A progressão da doença frequentemente leva à falha da terapia oral, exigindo a intensificação do tratamento. A hemoglobina glicada (HbA1c) é o principal marcador para avaliar o controle glicêmico a longo prazo, com metas individualizadas, mas geralmente <7%. Valores persistentemente elevados, como HbA1c > 10%, mesmo com terapia oral máxima, indicam a necessidade de insulinoterapia. A introdução da insulina no DM2 não deve ser vista como um fracasso, mas como uma etapa necessária na progressão da doença para manter o controle glicêmico. A terapia pode começar com insulina basal, ajustada conforme a resposta do paciente. É fundamental educar o paciente sobre a técnica de aplicação, monitorização da glicemia e prevenção de hipoglicemia, garantindo a adesão e segurança do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios para iniciar insulinoterapia no DM2?

A insulinoterapia é indicada em DM2 quando há falha da terapia oral máxima (HbA1c > 10% ou sintomas de hiperglicemia), DM1, gestação, descompensação aguda grave, ou contraindicações/intolerância a outros agentes.

Por que a hemoglobina glicada (HbA1c) é um indicador tão importante?

A HbA1c reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses, sendo um excelente marcador do controle glicêmico a longo prazo e um preditor de risco para complicações do diabetes.

Quais são as opções de tratamento inicial para DM2 antes da insulina?

O tratamento inicial para DM2 geralmente envolve mudanças no estilo de vida e metformina. Se as metas não forem atingidas, outros agentes como sulfonilureias, iDPP-4, iSGLT2 ou agonistas de GLP-1 são adicionados.

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