HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
A avaliação correta e identificação dessa demanda deve, inicialmente, ser realizada pelo profissional não especialista e, de acordo com a progressão da doença, associar e priorizar a abordagem da equipe multiprofissional em Cuidados Paliativos. Sendo correto o item
Cuidados Paliativos são indicados precocemente tanto em doenças crônicas de deterioração gradual quanto em eventos agudos ameaçadores da vida.
A elegibilidade para Cuidados Paliativos não se restringe a pacientes oncológicos terminais. A identificação precoce, seja em doenças crônicas (DPOC, ICC) ou agudas graves (sepse, grande queimado), permite o planejamento de cuidados, melhora a qualidade de vida e alinha o tratamento aos valores do paciente.
Cuidados Paliativos (CP) são uma abordagem de cuidado que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza que os CP devem ser iniciados o mais precocemente possível, não se limitando aos últimos dias ou meses de vida. Esta abordagem é crucial tanto para doenças crônicas com deterioração gradual (ex: insuficiência cardíaca, DPOC, demências) quanto para condições agudas graves (ex: sepse grave, AVC extenso). A identificação precoce da necessidade de CP é fundamental. Ela permite a implementação do Planejamento Avançado de Cuidados, um processo que alinha as intervenções médicas aos valores e desejos do paciente, evitando tratamentos fúteis ou desproporcionais. A abordagem é realizada por uma equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, etc.) que atua no controle de sintomas físicos, como dor e dispneia, e oferece suporte psicossocial e espiritual. Integrar os Cuidados Paliativos desde o diagnóstico de uma doença grave não significa abandonar o tratamento curativo. Pelo contrário, ambas as abordagens podem e devem coexistir. O objetivo é garantir que, independentemente da trajetória da doença, o paciente receba um cuidado integral, focado no alívio do sofrimento e na promoção da dignidade, melhorando a qualidade de vida e, em alguns casos, até mesmo a sobrevida.
Critérios incluem a 'pergunta surpresa' ('Você se surpreenderia se este paciente morresse no próximo ano?'), internações frequentes pela mesma causa, perda funcional progressiva, desnutrição e sintomas de difícil controle (dor, dispneia). Ferramentas como NECPAL e SPICT ajudam a sistematizar essa identificação.
É um processo de comunicação que permite ao paciente expressar seus valores e preferências para futuros cuidados de saúde. O médico pode iniciá-lo com perguntas abertas sobre o que é mais importante para o paciente, seus medos e esperanças, documentando essas vontades em diretivas antecipadas.
Cuidados Paliativos podem ser oferecidos em qualquer estágio de uma doença grave, em conjunto com o tratamento curativo. Cuidados de fim de vida (hospice) são uma modalidade de cuidado paliativo focada em pacientes com prognóstico limitado (geralmente < 6 meses), onde o tratamento modificador da doença já não é mais o foco principal.
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