DRGE: Indicações da Cirurgia Antirrefluxo Laparoscópica

HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024

Enunciado

Qual é a indicação correta para cirurgia antirrefluxo laparoscópica (LARS) em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)?

Alternativas

  1. A) Todos os pacientes com DRGE devem ser submetidos a LARS como primeira linha de tratamento.
  2. B) LARS é indicada para pacientes com DRGE e hérnia de hiato tipo I, independente da presença de sintomas.
  3. C) LARS é reservada apenas para pacientes com DRGE que desenvolvem complicações tardias, como disfagia.
  4. D) LARS deve ser realizada em todos os pacientes com hérnias de hiato, para prevenir o desenvolvimento de DRGE.
  5. E) Pacientes com DRGE que apresentam sintomas limitantes apesar da terapia medicamentosa máxima são candidatos para LARS.

Pérola Clínica

DRGE com sintomas refratários à terapia medicamentosa máxima → LARS é indicação cirúrgica.

Resumo-Chave

A cirurgia antirrefluxo laparoscópica (LARS) é uma opção terapêutica eficaz para pacientes com DRGE que não respondem adequadamente ao tratamento clínico otimizado, apresentando sintomas persistentes e limitantes, ou para aqueles que não desejam manter a terapia medicamentosa a longo prazo.

Contexto Educacional

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta, afetando uma parcela significativa da população adulta, e é uma das principais causas de consultas gastroenterológicas. O manejo inicial é clínico, com modificações no estilo de vida e uso de inibidores da bomba de prótons (IBP). A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, principalmente do esfíncter esofágico inferior (EEI), e a presença de hérnia de hiato. O diagnóstico é clínico, mas pode ser complementado por endoscopia digestiva alta, pHmetria esofágica de 24 horas e manometria esofágica. A cirurgia antirrefluxo laparoscópica (LARS) é uma opção para pacientes selecionados, especialmente aqueles com sintomas refratários à terapia medicamentosa máxima. O tratamento cirúrgico, como a fundoplicatura laparoscópica, visa restaurar a barreira antirrefluxo e é altamente eficaz quando bem indicado. O prognóstico é geralmente bom, com melhora significativa dos sintomas na maioria dos pacientes. É crucial uma avaliação pré-operatória completa para identificar os candidatos ideais e garantir os melhores resultados, evitando a cirurgia em pacientes que não se beneficiariam.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para a cirurgia antirrefluxo laparoscópica (LARS)?

A LARS é indicada para pacientes com DRGE que apresentam sintomas refratários à terapia medicamentosa máxima, dependência de IBP, complicações da DRGE (esofagite grave, estenose), ou que preferem a cirurgia à terapia medicamentosa contínua.

Quando a terapia medicamentosa para DRGE é considerada falha?

A terapia medicamentosa é considerada falha quando os sintomas persistem ou recorrem apesar do uso otimizado de inibidores da bomba de prótons (IBP) em doses adequadas e por tempo suficiente, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente.

Quais são os tipos mais comuns de cirurgia antirrefluxo?

A fundoplicatura de Nissen (total, 360 graus) é a técnica mais comum e eficaz. Outras opções incluem a fundoplicatura parcial (Toupet, 270 graus) e a fundoplicatura anterior (Dor, 180 graus), escolhidas com base nas características do paciente e da DRGE.

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