HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Qual é a indicação correta para cirurgia antirrefluxo laparoscópica (LARS) em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)?
DRGE com sintomas refratários à terapia medicamentosa máxima → LARS é indicação cirúrgica.
A cirurgia antirrefluxo laparoscópica (LARS) é uma opção terapêutica eficaz para pacientes com DRGE que não respondem adequadamente ao tratamento clínico otimizado, apresentando sintomas persistentes e limitantes, ou para aqueles que não desejam manter a terapia medicamentosa a longo prazo.
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta, afetando uma parcela significativa da população adulta, e é uma das principais causas de consultas gastroenterológicas. O manejo inicial é clínico, com modificações no estilo de vida e uso de inibidores da bomba de prótons (IBP). A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, principalmente do esfíncter esofágico inferior (EEI), e a presença de hérnia de hiato. O diagnóstico é clínico, mas pode ser complementado por endoscopia digestiva alta, pHmetria esofágica de 24 horas e manometria esofágica. A cirurgia antirrefluxo laparoscópica (LARS) é uma opção para pacientes selecionados, especialmente aqueles com sintomas refratários à terapia medicamentosa máxima. O tratamento cirúrgico, como a fundoplicatura laparoscópica, visa restaurar a barreira antirrefluxo e é altamente eficaz quando bem indicado. O prognóstico é geralmente bom, com melhora significativa dos sintomas na maioria dos pacientes. É crucial uma avaliação pré-operatória completa para identificar os candidatos ideais e garantir os melhores resultados, evitando a cirurgia em pacientes que não se beneficiariam.
A LARS é indicada para pacientes com DRGE que apresentam sintomas refratários à terapia medicamentosa máxima, dependência de IBP, complicações da DRGE (esofagite grave, estenose), ou que preferem a cirurgia à terapia medicamentosa contínua.
A terapia medicamentosa é considerada falha quando os sintomas persistem ou recorrem apesar do uso otimizado de inibidores da bomba de prótons (IBP) em doses adequadas e por tempo suficiente, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente.
A fundoplicatura de Nissen (total, 360 graus) é a técnica mais comum e eficaz. Outras opções incluem a fundoplicatura parcial (Toupet, 270 graus) e a fundoplicatura anterior (Dor, 180 graus), escolhidas com base nas características do paciente e da DRGE.
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