Câncer Ginecológico: Indicações de Biópsia Endometrial

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Assinale a assertiva correta sobre o câncer pélvico ginecológico.

Alternativas

  1. A) O rastreamento do carcinoma de endométrio está indicado para mulheres assintomáticas dos 45-65 anos, sendo realizado através da medida da espessura endometrial à ultrassonografia transvaginal.
  2. B) Pacientes pré-menopáusicas com sangramento abundante ou irregular e pacientes pósmenopáusicas assintomáticas com células endometriais ao exame citopatológico de colo uterino têm indicação de biópsia endometrial.
  3. C) O tipo histológico mais frequente do carcinoma de ovário é o seroso de baixo grau, que tem origem em lesões intraepiteliais nas fímbrias das trompas uterinas.
  4. D) As mutações em BRCA1 e BRCA2 estão associadas a risco de carcinoma de ovário; a mutação em BRCA2 confere maior risco ao ovário do que a em BRCA1.

Pérola Clínica

Sangramento uterino anormal pré-menopausa ou células endometriais em pós-menopausa → biópsia endometrial.

Resumo-Chave

A biópsia endometrial é crucial para investigar sangramento uterino anormal em pacientes pré-menopáusicas, que pode indicar hiperplasia ou câncer de endométrio. Em mulheres pós-menopáusicas, a presença de células endometriais no citopatológico de colo uterino, mesmo assintomáticas, é um achado anormal que exige investigação adicional para excluir patologia endometrial.

Contexto Educacional

O câncer pélvico ginecológico abrange neoplasias do ovário, endométrio, colo uterino, vagina e vulva. O câncer de endométrio é o mais comum do trato genital feminino em países desenvolvidos, geralmente se manifestando com sangramento uterino anormal, especialmente na pós-menopausa. Não há rastreamento populacional para o câncer de endométrio, e a investigação é baseada em sintomas ou achados anormais. A biópsia endometrial é um procedimento diagnóstico fundamental. Em pacientes pré-menopáusicas, sangramento uterino abundante ou irregular persistente, que não responde a tratamentos clínicos, pode indicar a necessidade de biópsia. Em mulheres pós-menopáusicas, qualquer sangramento uterino é considerado anormal e exige investigação. Além disso, a presença de células endometriais no exame citopatológico de colo uterino em mulheres pós-menopáusicas é um achado que demanda biópsia, mesmo na ausência de sangramento, pois pode indicar patologia endometrial. O carcinoma de ovário, por sua vez, é frequentemente diagnosticado em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos. O tipo histológico mais comum é o seroso de alto grau, que se acredita ter origem em lesões precursoras nas fímbrias das trompas uterinas, e não o seroso de baixo grau. As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são importantes fatores de risco para câncer de ovário, com BRCA1 conferindo um risco maior do que BRCA2 para esta neoplasia. O manejo e a vigilância de pacientes com essas mutações são cruciais.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para a realização de biópsia endometrial?

As principais indicações incluem sangramento uterino anormal (pós-menopausa, intermenstrual, pré-menopausa abundante/irregular), espessamento endometrial à ultrassonografia transvaginal, e presença de células endometriais atípicas ou glandulares no exame citopatológico de colo uterino, especialmente em mulheres pós-menopáusicas.

Existe rastreamento populacional para o câncer de endométrio?

Não, não há rastreamento populacional para o câncer de endométrio em mulheres assintomáticas. A investigação é guiada por sintomas, principalmente sangramento uterino anormal, ou por achados em exames de imagem ou citopatológicos.

Qual a relação das mutações BRCA1 e BRCA2 com o câncer de ovário?

As mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 estão fortemente associadas a um risco aumentado de câncer de ovário, especialmente o tipo seroso de alto grau. BRCA1 confere um risco ligeiramente maior de câncer de ovário do que BRCA2, e ambos também aumentam o risco de câncer de mama.

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