HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2021
A tuberculose é endêmica no Brasil e o aumento da sua incidência nas últimas décadas está relacionado à epidemia do vírus HIV. A respeito dessas patologias, julgue o item.Pacientes HIV+ com carga viral indetectável apresentam taxa de transmissão sexual entre 5 e 10% a cada relação sexual desprotegida.
Carga viral indetectável por ≥ 6 meses = Risco de transmissão sexual ZERO (I=I).
O conceito I=I (Indetectável = Intransmissível) confirma que pessoas vivendo com HIV em tratamento eficaz e com supressão viral sustentada não transmitem o vírus por via sexual.
A relação entre carga viral e transmissibilidade revolucionou as políticas públicas de saúde e o manejo clínico do HIV. O Tratamento como Prevenção (TasP) é hoje um pilar fundamental da prevenção combinada. A afirmação da questão está incorreta pois sugere um risco de 5 a 10%, quando na verdade o risco é nulo em pacientes com supressão viral sustentada. Historicamente, o medo da transmissão gerava estigma e isolamento. A validação científica do I=I não apenas melhora a qualidade de vida das PVHIV, permitindo planejamentos familiares e relações sexuais sem medo, mas também incentiva a adesão ao tratamento, uma vez que a indetectabilidade se torna um objetivo de saúde pública e individual.
O conceito 'Indetectável = Intransmissível' (I=I) baseia-se em evidências científicas robustas, como os estudos PARTNER e Opposites Attract, que demonstraram que pessoas vivendo com HIV (PVHIV) que mantêm a carga viral indetectável (geralmente definida como < 200 cópias/mL) por pelo menos seis meses, através do uso regular da Terapia Antirretroviral (TARV), apresentam risco zero de transmitir o vírus para seus parceiros sexuais, independentemente do uso de preservativos.
Para que o conceito I=I seja aplicado com segurança na prática clínica, as diretrizes internacionais e o Ministério da Saúde recomendam que o paciente apresente carga viral indetectável por um período mínimo de seis meses consecutivos, mantendo a adesão rigorosa ao tratamento antirretroviral.
Não. Embora a carga viral indetectável reduza drasticamente o risco de transmissão vertical durante a gestação e o parto, o conceito I=I é validado especificamente para a transmissão por via sexual. No caso do aleitamento materno, ainda existe um risco residual de transmissão, por isso, no Brasil, a amamentação por mulheres vivendo com HIV ainda é contraindicada.
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