AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
O tratamento das incoordenações uterinas de 1º e 2 º graus e da inversão do gradiente uterino no trabalho de parto é:I. Colocação da paciente em decúbito lateral.II. Perfusão de ocitocina e/ou amniorrexe.III. Administração de analgésicos e sedativos.Quais estão corretas?
Incoordenação uterina → decúbito lateral + ocitocina/amniorrexe + analgesia/sedação.
O tratamento das incoordenações uterinas e inversão do gradiente uterino no trabalho de parto envolve medidas de suporte (decúbito lateral), estimulação uterina (ocitocina, amniorrexe) e alívio da dor/ansiedade (analgésicos/sedativos) para otimizar a dinâmica uterina.
As incoordenações uterinas e a inversão do gradiente uterino são distúrbios da contratilidade que podem prolongar o trabalho de parto e aumentar o risco de complicações maternas e fetais. O reconhecimento e manejo adequados são cruciais na prática obstétrica. Essas disfunções refletem uma falha na coordenação ou intensidade das contrações uterinas, impedindo a dilatação cervical e a descida fetal. O tratamento visa restabelecer uma dinâmica uterina eficaz e progressiva. A colocação da paciente em decúbito lateral pode otimizar o fluxo sanguíneo uterino e a posição fetal. A perfusão de ocitocina é um pilar, pois estimula contrações uterinas mais fortes e coordenadas. A amniorrexe (ruptura artificial das membranas) também pode intensificar as contrações e liberar prostaglandinas, que auxiliam na dilatação. Adicionalmente, a administração de analgésicos e sedativos é fundamental. Além de proporcionar conforto à parturiente, a redução da dor e da ansiedade pode diminuir a resistência do colo uterino e do segmento inferior, permitindo que as contrações uterinas se tornem mais eficazes e coordenadas. A combinação dessas abordagens é essencial para o sucesso do manejo dessas distocias funcionais.
As incoordenações uterinas podem ser de 1º grau (hipotonia com contrações irregulares), 2º grau (hipertonia com contrações ineficazes) ou inversão do gradiente uterino (contrações mais fortes no segmento inferior).
A ocitocina é utilizada para regularizar e intensificar as contrações uterinas, promovendo uma dinâmica uterina mais eficaz e progressão do trabalho de parto.
A analgesia e sedação ajudam a reduzir a ansiedade e a dor da paciente, o que pode relaxar o colo uterino e o segmento inferior, melhorando a coordenação e eficácia das contrações uterinas.
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