SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Mulher, 63 anos, Gesta 5 Para 4 (3 partos vaginais e 1 cesárea) Aborto 1, diabética em uso de hipoglicemiantes há 10 anos, comparece ao ambulatório queixando-se de perda urinária diária há aproximadamente 4 meses, com prejuízo de sua vida social. Refere que os episódios ocorrem a qualquer momento, muitas vezes não conseguindo controlar a micção antes de chegar ao banheiro, precisando usar calcinhas higiênicas. Ocorrem também episódios de perda urinária durante a noite, sendo necessária a ida ao banheiro diversas vezes. Nega sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Nega perdas aos esforços. Exame físico revelou vulva e vagina atróficas e Classificação POP-Q da Sociedade Internacional de Incontinência: Aa +1; Ba +1; Ap -3; Bo -3; C -8 D -10. Qual é principal hipótese diagnóstica desse caso e conduta inicial?
Incontinência urinária de urgência em idosas → excluir ITU com urocultura/sumário antes de investigação avançada.
A paciente apresenta sintomas clássicos de incontinência urinária de urgência, como perda súbita e incontrolável, noctúria e necessidade de usar absorventes. Antes de qualquer investigação mais complexa ou tratamento específico, é fundamental descartar causas reversíveis, como infecção do trato urinário (ITU), que é comum em idosas e diabéticas.
A incontinência urinária de urgência (IUU) é uma condição comum, especialmente em mulheres idosas, caracterizada por uma queixa de perda involuntária de urina acompanhada ou precedida por urgência. Sua prevalência aumenta com a idade e com comorbidades como o diabetes, impactando significativamente a qualidade de vida. É fundamental que residentes compreendam a abordagem diagnóstica e terapêutica inicial para essa condição. O diagnóstico da IUU é primariamente clínico, baseado na história e nos sintomas relatados pela paciente. No entanto, antes de prosseguir para investigações mais complexas, como o estudo urodinâmico, ou iniciar tratamentos farmacológicos, é imperativo descartar causas reversíveis. A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais frequentes de exacerbação ou surgimento de sintomas de urgência e incontinência, sendo facilmente identificada por meio de urocultura e exame sumário de urina. Após a exclusão de ITU, outras abordagens podem ser consideradas, como modificações comportamentais, fisioterapia pélvica e, se necessário, tratamento farmacológico com anticolinérgicos ou agonistas beta-3. A atrofia vaginal, presente na paciente, também pode contribuir para os sintomas e deve ser abordada, geralmente com estrogênio tópico. O manejo da IUU requer uma abordagem individualizada e escalonada, sempre começando pelas intervenções menos invasivas.
Os principais sintomas incluem a necessidade súbita e inadiável de urinar (urgência), com ou sem perda urinária involuntária, geralmente acompanhada de aumento da frequência urinária diurna e noturna (noctúria).
Esses exames são cruciais para descartar uma infecção do trato urinário (ITU), que pode causar ou exacerbar os sintomas de urgência e incontinência, especialmente em pacientes idosas e diabéticas. O tratamento da ITU pode resolver os sintomas.
A atrofia vaginal, comum na pós-menopausa, pode contribuir para sintomas do trato urinário inferior, incluindo urgência e incontinência, devido à diminuição do estrogênio que afeta a uretra e a bexiga. O tratamento com estrogênio tópico pode ser benéfico.
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