HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Paciente 60 anos, menopausada há 10 anos, apresenta queixa de perda involuntária de urina após desejo imperioso de urinar. Podem ser utilizadas para o tratamento todas as medicações abaixo, EXCETO:
Incontinência urinária de urgência (bexiga hiperativa) → Anticolinérgicos (Solifenacina, Oxibutinina, Tolterodina) e Imipramina são opções. Bromocriptina NÃO é usada.
A paciente apresenta incontinência urinária de urgência, caracterizada por perda involuntária de urina após desejo imperioso. O tratamento farmacológico visa relaxar o músculo detrusor da bexiga. Anticolinérgicos são a primeira linha, e Imipramina tem efeito anticolinérgico. Bromocriptina é um agonista dopaminérgico, sem indicação para essa condição.
A incontinência urinária de urgência, ou bexiga hiperativa, é uma condição comum, especialmente em mulheres menopausadas, caracterizada por um desejo súbito e incontrolável de urinar, frequentemente levando à perda involuntária de urina. Sua prevalência aumenta com a idade e impacta significativamente a qualidade de vida. Para o residente, é crucial entender a fisiopatologia e as opções terapêuticas para um manejo eficaz. O tratamento da bexiga hiperativa geralmente começa com medidas comportamentais, como treinamento da bexiga e modificações na dieta. Quando a farmacoterapia é necessária, os anticolinérgicos (como solifenacina, oxibutinina e tolterodina) são a primeira linha, atuando no relaxamento do músculo detrusor. A imipramina, um antidepressivo tricíclico, também pode ser utilizada devido aos seus efeitos anticolinérgicos e alfa-agonistas. É importante conhecer o perfil de efeitos colaterais, como boca seca e constipação, comuns a essa classe de medicamentos. É fundamental que o residente saiba diferenciar as indicações de cada fármaco. A bromocriptina, por exemplo, é um agonista dopaminérgico e não possui papel no tratamento da incontinência urinária. O conhecimento preciso das classes de medicamentos e seus mecanismos de ação é vital para evitar erros terapêuticos e garantir a segurança do paciente. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando comorbidades e tolerância aos efeitos adversos.
Os principais tipos são incontinência de esforço (perda de urina ao tossir, rir, espirrar), incontinência de urgência (perda após desejo súbito e imperioso de urinar) e incontinência mista (combinação das duas). A diferenciação é feita pela história clínica detalhada e, por vezes, por exames urodinâmicos.
Os anticolinérgicos (ou antimuscarínicos) atuam bloqueando os receptores muscarínicos na bexiga, principalmente os M3, que são responsáveis pela contração do músculo detrusor. Ao bloquear esses receptores, eles promovem o relaxamento da bexiga, aumentando sua capacidade e reduzindo a frequência e a urgência das contrações involuntárias.
A Bromocriptina é um agonista dopaminérgico, com suas principais indicações sendo o tratamento de hiperprolactinemia, adenomas hipofisários secretores de prolactina e doença de Parkinson. Seu mecanismo de ação não está relacionado à fisiopatologia da bexiga hiperativa ou da incontinência urinária de urgência, não tendo, portanto, eficácia para essa condição.
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