UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Paciente de 61 anos, comparece ao ambulatório de ginecologia referindo perda de urina há 1 ano. A mesma refere que não consegue chegar ao banheiro no tempo adequado após o início do desejo miccional. Traz exames já realizados que mostram: estudo urodinâmico com hiperatividade do detrusor e pressão de perda ao esforço de 130 cm H₂O; Urocultura sem crescimento bacteriano. Diante do exposto, qual a PRINCIPAL hipótese diagnóstica e a MELHOR opção de tratamento?
Urgência miccional + hiperatividade detrusor + urocultura negativa = Incontinência de Urgência → Antimuscarínicos.
A descrição de não conseguir chegar ao banheiro a tempo após o desejo miccional é clássica de incontinência urinária de urgência, confirmada pela hiperatividade do detrusor no estudo urodinâmico. O tratamento de primeira linha para a bexiga hiperativa são os antimuscarínicos.
A incontinência urinária de urgência (IUU) é definida pela queixa de perda involuntária de urina acompanhada ou imediatamente precedida por urgência miccional. É um sintoma comum, especialmente em mulheres idosas, afetando significativamente a qualidade de vida. A IUU é frequentemente associada à síndrome da bexiga hiperativa, caracterizada por urgência, frequência e noctúria, com ou sem incontinência. O diagnóstico baseia-se na história clínica detalhada, exame físico e diário miccional. A urocultura é essencial para excluir infecção do trato urinário, que pode mimetizar os sintomas. O estudo urodinâmico é o padrão-ouro para confirmar a hiperatividade do detrusor, que é a contração involuntária do músculo detrusor durante o enchimento da bexiga, na ausência de infecção ou obstrução. A pressão de perda ao esforço de 130 cm H₂O mencionada no caso é irrelevante para o diagnóstico de IUU, sendo mais pertinente para incontinência de esforço. O tratamento da IUU inicia-se com medidas comportamentais, como treinamento vesical, modificação da dieta e exercícios do assoalho pélvico. Quando essas medidas são insuficientes, a terapia farmacológica com antimuscarínicos (ex: oxibutinina, tolterodina, solifenacina) ou agonistas beta-3 adrenérgicos (ex: mirabegrona) é a primeira linha. Em casos refratários, podem ser consideradas injeções de toxina botulínica no detrusor ou neuromodulação sacral.
Os sintomas característicos incluem um desejo súbito e inadiável de urinar (urgência), frequentemente acompanhado de perda involuntária de urina antes de conseguir chegar ao banheiro, com ou sem frequência urinária aumentada e noctúria.
O estudo urodinâmico é crucial para confirmar a hiperatividade do detrusor, que é a contração involuntária do músculo detrusor durante a fase de enchimento da bexiga, mesmo na ausência de infecção ou outra patologia óbvia.
As principais classes são os antimuscarínicos (como oxibutinina, tolterodina, solifenacina) e os agonistas beta-3 adrenérgicos (como mirabegrona), que atuam relaxando o músculo detrusor e aumentando a capacidade da bexiga.
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