Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2025
Paciente, 58 anos, menopausa há 6 anos, nuligesta, refere perda involuntária de urina quando sente vontade de urinar, sem tempo de alcançar o banheiro. O exame genital revela mucosa vaginal atrófica, discreta procidência de parede vaginal anterior, sem perda de urina à manobra de Valsalva. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual é a terapêutica mais eficaz?
IUU pós-menopausa com atrofia vaginal: anticolinérgicos/beta-3 agonistas para urgência e estrogênio vaginal para atrofia.
A paciente apresenta sintomas clássicos de incontinência urinária de urgência (perda involuntária de urina associada à sensação de urgência) e sinais de atrofia vaginal. A ausência de perda à manobra de Valsalva afasta a incontinência de esforço como principal diagnóstico. O tratamento de primeira linha para a bexiga hiperativa/IUU são os anticolinérgicos ou beta-3 agonistas.
A incontinência urinária de urgência (IUU), muitas vezes associada à síndrome da bexiga hiperativa, é uma condição comum que afeta significativamente a qualidade de vida, especialmente em mulheres na pós-menopausa. A prevalência aumenta com a idade, e a atrofia urogenital decorrente da deficiência estrogênica contribui para os sintomas. A fisiopatologia da IUU envolve uma hiperatividade do músculo detrusor da bexiga, resultando em contrações involuntárias. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, que deve incluir a avaliação da mucosa vaginal e a manobra de Valsalva para excluir ou identificar a incontinência de esforço. É crucial diferenciar os tipos de incontinência para um tratamento adequado. O tratamento da IUU inclui modificações comportamentais, fisioterapia do assoalho pélvico e farmacoterapia. Os antagonistas de receptores colinérgicos (anticolinérgicos) e os agonistas beta-3 adrenérgicos são as principais classes de medicamentos. Em casos de atrofia vaginal concomitante, o estrogênio vaginal tópico é uma terapia eficaz e segura para melhorar os sintomas urogenitais e, consequentemente, a IUU.
Os principais sintomas incluem a necessidade súbita e inadiável de urinar (urgência), frequentemente acompanhada de perda involuntária de urina (incontinência), e pode haver aumento da frequência urinária e noctúria.
A conduta inicial envolve medidas comportamentais (treinamento vesical, restrição de líquidos), e farmacoterapia com anticolinérgicos (como oxibutinina, tolterodina) ou beta-3 agonistas (como mirabegrona). O estrogênio vaginal é indicado para tratar a atrofia vaginal associada.
A incontinência de urgência é a perda de urina associada à urgência miccional, enquanto a incontinência de esforço é a perda de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar ou levantar peso. O exame físico com manobra de Valsalva pode ajudar a diferenciar, sendo negativa na urgência pura.
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