Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2022
Mulher, 65 anos, refere vontade de urinar frequente, sendo comum perder urina antes de conseguir chegar ao banheiro, quando tem vontade. Levanta-se várias vezes à noite para urinar. Ao exame ginecológico apresenta genitais externos atróficos, paredes vaginais lisas, colo epitelizado, discreta cistocele. Sem perda de urina à manobra de Valsalva. Qual é a conduta mais adequada para controle dos sintomas apresentados?
Incontinência urinária de urgência (bexiga hiperativa) → Anticolinérgicos/antimuscarínicos são a primeira linha de tratamento.
A paciente apresenta sintomas clássicos de bexiga hiperativa (urgência, incontinência de urgência, noctúria). A ausência de perda à Valsalva afasta incontinência de esforço pura. Embora haja atrofia urogenital, o foco da questão é o controle dos sintomas de urgência, para os quais os anticolinérgicos são a conduta mais adequada.
A incontinência urinária de urgência, frequentemente associada à bexiga hiperativa, é uma condição comum que afeta significativamente a qualidade de vida, especialmente em mulheres idosas. Caracteriza-se por urgência miccional, com ou sem incontinência, geralmente acompanhada de frequência e noctúria. É crucial diferenciá-la da incontinência de esforço, que se manifesta com perda de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse ou espirro. O diagnóstico baseia-se na história clínica e exame físico, que deve incluir avaliação ginecológica para identificar atrofia urogenital ou prolapsos. A ausência de perda à manobra de Valsalva na questão é um dado importante que direciona para a incontinência de urgência. A fisiopatologia da bexiga hiperativa envolve disfunção do músculo detrusor, com contrações involuntárias. A atrofia urogenital também pode contribuir para a irritação vesical e sintomas urinários. O tratamento da incontinência urinária de urgência inicia-se com medidas comportamentais. Quando estas são insuficientes, a farmacoterapia com anticolinérgicos (como oxibutinina, tolterodina, solifenacina) ou agonistas beta-3 (como mirabegrona) é a primeira linha. Os anticolinérgicos atuam bloqueando os receptores muscarínicos na bexiga, reduzindo as contrações involuntárias do detrusor. O estrogênio tópico pode ser útil para sintomas de atrofia urogenital, mas não é o tratamento primário para a bexiga hiperativa.
Os principais sintomas incluem urgência miccional (vontade súbita e inadiável de urinar), incontinência de urgência (perda involuntária de urina associada à urgência), frequência urinária aumentada e noctúria (necessidade de urinar várias vezes à noite).
A conduta inicial envolve medidas comportamentais como treinamento vesical e modificação da ingestão de líquidos. Se estas forem insuficientes, o tratamento farmacológico com anticolinérgicos (antimuscarínicos) ou agonistas beta-3 é indicado.
A atrofia urogenital, comum na pós-menopausa, pode causar sintomas como ressecamento vaginal, dispareunia e, em alguns casos, contribuir para sintomas do trato urinário inferior, como urgência e disúria. O tratamento com estrogênio tópico pode aliviar esses sintomas, mas não é a primeira linha para bexiga hiperativa pura.
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