Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
A instabilidade do músculo detrusor pode ser uma causa de incontinência urinária na mulher. Seu tratamento é preferencialmente clínico e deve ser administrada a seguinte categoria de medicações:
Incontinência urinária por instabilidade do detrusor → tratamento clínico com anticolinérgicos.
A instabilidade do músculo detrusor, caracterizada por contrações involuntárias, é a base da bexiga hiperativa e da incontinência urinária de urgência. Anticolinérgicos atuam bloqueando receptores muscarínicos na bexiga, reduzindo essas contrações.
A incontinência urinária de urgência, frequentemente associada à bexiga hiperativa e à instabilidade do detrusor, é uma condição comum que afeta milhões de mulheres, impactando sua qualidade de vida. Caracteriza-se por uma necessidade súbita e inadiável de urinar, com ou sem perda involuntária de urina, e é um tema recorrente em provas de residência médica. A fisiopatologia envolve contrações involuntárias do músculo detrusor durante a fase de enchimento da bexiga. O diagnóstico é clínico, complementado por exames como o estudo urodinâmico. A suspeita deve surgir diante de queixas de urgência, polaciúria e noctúria, especialmente quando há perda urinária. O tratamento é preferencialmente clínico, sendo os anticolinérgicos a primeira linha farmacológica. Eles atuam bloqueando os receptores muscarínicos na bexiga, relaxando o detrusor e aumentando a capacidade vesical. Outras opções incluem bet-3 agonistas e terapias comportamentais. É fundamental conhecer os mecanismos de ação e os efeitos adversos para um manejo adequado.
Caracteriza-se por uma necessidade súbita e inadiável de urinar, frequentemente acompanhada de perda involuntária de urina. Pode incluir polaciúria e noctúria, impactando significativamente a qualidade de vida.
Eles bloqueiam os receptores muscarínicos (M3) no músculo detrusor, inibindo as contrações involuntárias da bexiga e aumentando sua capacidade de armazenamento. Isso reduz a frequência e a urgência urinária.
Os efeitos colaterais comuns incluem boca seca, constipação, visão turva e, em idosos, pode haver risco de confusão mental e retenção urinária. É crucial monitorar esses efeitos durante o tratamento.
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