IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2017
Uma mulher de 80 anos queixa-se de perda urinária frequente. Sem outra especificação, qual é a principal causa para essa queixa na referida faixa etária?
Mulher idosa com perda urinária frequente → Incontinência Urinária de Urgência (bexiga hiperativa) é a causa principal.
Em mulheres idosas, a incontinência urinária de urgência, frequentemente associada à bexiga hiperativa, é a causa mais comum de perda urinária. Isso se deve a alterações relacionadas ao envelhecimento, como diminuição da capacidade da bexiga e aumento das contrações involuntárias do detrusor.
A incontinência urinária (IU) é uma condição prevalente e debilitante em idosos, afetando significativamente a qualidade de vida. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo mais comum em mulheres. É crucial diferenciar os tipos de IU para um manejo adequado, e a incontinência urinária de urgência é a forma mais comum em mulheres idosas. A incontinência urinária de urgência é caracterizada por uma queixa de perda involuntária de urina, acompanhada ou precedida por urgência miccional. Fisiopatologicamente, está frequentemente associada à hiperatividade do detrusor (bexiga hiperativa), onde ocorrem contrações involuntárias do músculo da bexiga durante a fase de enchimento. Fatores como alterações neurológicas, diminuição da capacidade vesical e aumento da produção de urina noturna contribuem para sua alta incidência na terceira idade. O manejo da incontinência urinária de urgência envolve inicialmente medidas conservadoras, como treinamento vesical, modificações no estilo de vida (restrição de cafeína e álcool), e exercícios para o assoalho pélvico. Quando essas medidas são insuficientes, podem ser utilizados medicamentos antimuscarínicos (oxibutinina, tolterodina) ou agonistas beta-3 (mirabegrona), que relaxam o músculo detrusor. Em casos refratários, outras opções incluem neuromodulação sacral ou injeções de toxina botulínica na bexiga.
Caracteriza-se por uma necessidade súbita e inadiável de urinar, seguida de perda involuntária de urina, muitas vezes antes de conseguir chegar ao banheiro. Pode haver aumento da frequência urinária diurna e noturna.
O envelhecimento causa alterações na bexiga, como diminuição da complacência, aumento das contrações involuntárias do músculo detrusor e alterações neurológicas que afetam o controle da micção.
O tratamento inclui modificações comportamentais (treinamento vesical, restrição de líquidos), fisioterapia do assoalho pélvico e, se necessário, medicamentos antimuscarínicos ou agonistas beta-3.
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