Incontinência Urinária Mista: Diagnóstico e Conduta Inicial

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Dona Mercedes, 54 anos, G3P3 (partos vaginais), IMC 31 kg/m², comparece à consulta queixando-se de perda involuntária de urina há 2 anos. Relata que os episódios ocorrem ao tossir e carregar peso, mas também refere que, por vezes, sente um desejo súbito e incontrolável de urinar, não conseguindo chegar ao banheiro a tempo. Ao exame físico, apresenta trofismo genital reduzido e teste do esforço positivo (manobra de Valsalva) com perda imediata de urina. Foi solicitada uma avaliação urodinâmica, cujos resultados estão expressos na tabela abaixo: | Parâmetro Urodinâmico | Resultado Observado | Valor de Referência / Interpretação | |:--- |:---:|:---:| | Primeira Sensação de Enchimento | 140 mL | 150 - 250 mL | | Capacidade Cistométrica Máxima | 390 mL | 300 - 500 mL | | Atividade do Detrusor | Contrações involuntárias (18 cmH2O) a partir de 220 mL | Ausente | | Pressão de Perda sob Esforço (VLPP) | 88 cmH2O | SUI > 60 cmH2O (Hipermobilidade) | Com base no quadro clínico e nos achados propedêuticos, o diagnóstico e a conduta inicial mais adequada são:

Alternativas

  1. A) Incontinência Urinária de Esforço por hipermobilidade uretral; tratamento cirúrgico com sling de uretra média (TVT/TOT).
  2. B) Incontinência Urinária Mista; perda de peso, treinamento da musculatura do assoalho pélvico e terapia anticolinérgica.
  3. C) Incontinência Urinária de Esforço por deficiência esfincteriana intrínseca; fisioterapia pélvica e estrogênio tópico.
  4. D) Bexiga Hiperativa idiopática; reeducação vesical e uso de antidepressivos tricíclicos (imipramina) como primeira linha.

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