SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
MDC, 52 anos, com estória de incontinência urinária aos esforços, frequência e urgência miccionais, com piora recente associada a muitos fogachos. Antecedentes de três partos cesáreos. Ao exame físico, presença de distopia estádio I de POP-Q. Ao exame urodinâmico: pressão de perda de 50cm/h2o e presença de contrações involuntárias do detrusor. Diagnóstico e conduta inicial:
Incontinência mista = esforço + urgência. Iniciar tratamento clínico (comportamental, farmacológico).
A incontinência urinária mista é caracterizada pela presença de sintomas de incontinência urinária de esforço e de urgência. O exame urodinâmico confirma ambos os componentes (pressão de perda e contrações do detrusor). A conduta inicial é sempre o tratamento clínico, que inclui modificações comportamentais, fisioterapia e, se necessário, farmacoterapia.
A incontinência urinária mista é uma condição comum, especialmente em mulheres de meia-idade e idosas, caracterizada pela coexistência de sintomas de incontinência urinária de esforço (IUE) e incontinência urinária de urgência (IUU). Sua prevalência aumenta com a idade, paridade e fatores como obesidade e menopausa. É crucial para residentes e profissionais de saúde entenderem essa condição devido ao seu impacto significativo na qualidade de vida das pacientes. A fisiopatologia da IUE envolve a falha dos mecanismos de suporte uretral e do assoalho pélvico, enquanto a IUU está relacionada à hiperatividade do músculo detrusor. O diagnóstico é baseado na história clínica detalhada, exame físico (incluindo estadiamento de prolapso de órgãos pélvicos via POP-Q) e, frequentemente, no estudo urodinâmico. Este último é essencial para diferenciar os tipos de incontinência e guiar o tratamento, identificando a pressão de perda e a presença de contrações não inibidas do detrusor. O tratamento da incontinência urinária mista deve ser individualizado e geralmente começa com abordagens conservadoras. O tratamento clínico inclui modificações comportamentais (dieta, hidratação, micção programada), fisioterapia do assoalho pélvico e, se necessário, farmacoterapia (por exemplo, antimuscarínicos ou agonistas beta-3 para o componente de urgência). A cirurgia é considerada apenas para o componente de esforço, e somente após a falha do tratamento clínico, sendo o tratamento do componente de urgência prioritário ou concomitante. O manejo adequado melhora significativamente a qualidade de vida das pacientes.
A incontinência urinária mista é diagnosticada pela presença de sintomas de perda urinária involuntária associada a esforços (tosse, espirro) e também por uma necessidade súbita e inadiável de urinar, com perda urinária antes de chegar ao banheiro (urgência).
O exame urodinâmico é fundamental para confirmar os componentes da incontinência mista, evidenciando a pressão de perda (sugestiva de esforço) e a presença de contrações involuntárias do detrusor (sugestiva de urgência/bexiga hiperativa), auxiliando na escolha do tratamento.
A conduta inicial é sempre o tratamento clínico, que inclui modificações comportamentais (restrição de líquidos, micção programada), fisioterapia do assoalho pélvico e, em alguns casos, farmacoterapia (antimuscarínicos ou agonistas beta-3 para o componente de urgência).
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