SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Mulher de 65 anos, G3P3, partos normais, veio ao ambulatório de ginecologia com queixa de perda urinária involuntária há alguns meses. Descreve que, ao tossir ou espirrar, perde urina e, outras vezes, não consegue segurar o xixi quando tem vontade e que, por algumas vezes, chegou a fazer xixi na porta do banheiro. No atendimento anterior, foi solicitado estudo urodinâmico que revelou pressão de perdas aos esforços de 40 cmH20.Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico adequado.
IUM + PPL < 60 cmH2O → Deficiência Intrínseca do Esfíncter (DIE).
A paciente apresenta sintomas de incontinência urinária de esforço (tosse/espirro) e de urgência (não consegue segurar), caracterizando incontinência urinária mista. A pressão de perdas aos esforços (PPL) abaixo de 60 cmH2O no estudo urodinâmico é um critério diagnóstico para deficiência intrínseca do esfíncter uretral.
A incontinência urinária mista é uma condição comum, especialmente em mulheres mais velhas, impactando significativamente a qualidade de vida. É caracterizada pela coexistência de sintomas de incontinência urinária de esforço e de urgência, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico para o residente. A prevalência aumenta com a idade e paridade, e sua investigação adequada é fundamental para o manejo eficaz. A fisiopatologia da incontinência urinária mista envolve tanto a falha dos mecanismos de suporte uretral (levando à hipermobilidade ou deficiência esfincteriana) quanto a hiperatividade do detrusor. O estudo urodinâmico é o padrão-ouro para a avaliação objetiva, permitindo quantificar a pressão de perdas aos esforços e identificar a presença de contrações não inibidas do detrusor. Uma PPL abaixo de 60 cmH2O é um marcador importante para a deficiência intrínseca do esfíncter, que pode influenciar a escolha da técnica cirúrgica. O tratamento da incontinência urinária mista é individualizado e pode incluir medidas comportamentais, fisioterapia do assoalho pélvico, farmacoterapia (para o componente de urgência) e cirurgia (para o componente de esforço). Compreender os achados urodinâmicos é essencial para o residente, pois direciona a abordagem terapêutica, otimizando os resultados e minimizando complicações. A falha em identificar a deficiência intrínseca do esfíncter pode levar a falhas no tratamento cirúrgico da IUE.
Os principais tipos são incontinência urinária de esforço (perda ao tossir, espirrar), de urgência (perda associada a desejo súbito e inadiável de urinar) e mista (combinação de ambas). A diferenciação é feita pela anamnese detalhada e, se necessário, estudo urodinâmico.
Uma PPL menor que 60 cmH2O é um indicador de Deficiência Intrínseca do Esfíncter Uretral (DIE), sugerindo que o problema está na capacidade de fechamento da uretra, e não apenas na sua hipermobilidade.
O estudo urodinâmico é crucial para confirmar o tipo de incontinência, avaliar a função da bexiga e da uretra, e diferenciar entre hipermobilidade uretral e deficiência intrínseca do esfíncter, guiando a escolha do tratamento mais eficaz.
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