HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Em relação ao caso clínico de idoso com perda urinária de início repentino, analisar os itens abaixo:I. A introdução de agentes α-adrenérgicos pode, em virtude de seus efeitos colaterais, ser responsável pelo quadro.II. O envelhecimento por si só não causa a incontinência urinária, mas as alterações associadas à idade podem predispor a isso.III. A prevalência e a incidência da incontinência urinária são mais elevadas em homens e aumentam com a idade (como evidenciado no caso clínico). Está(ão) CORRETO(S):
Incontinência urinária em idosos: envelhecimento predispõe, mas não causa; alfa-adrenérgicos podem agravar.
A incontinência urinária em idosos é multifatorial. Embora o envelhecimento por si só não seja a causa, as alterações fisiológicas associadas à idade aumentam a suscetibilidade. Medicamentos como os agentes alfa-adrenérgicos (ex: descongestionantes) podem exacerbar ou precipitar o quadro ao aumentar o tônus do esfíncter uretral ou causar retenção.
A incontinência urinária (IU) é uma condição comum e subdiagnosticada em idosos, afetando significativamente a qualidade de vida. Embora não seja uma consequência inevitável do envelhecimento, as alterações fisiológicas associadas à idade, como diminuição da capacidade vesical, contrações não inibidas do detrusor e atrofia urogenital em mulheres, predispõem os indivíduos a desenvolvê-la. É crucial diferenciar a IU transitória da estabelecida, buscando causas reversíveis. O diagnóstico da IU envolve uma história clínica detalhada, exame físico e, por vezes, diário miccional e exames complementares. Fatores como medicamentos (diuréticos, sedativos, alfa-adrenérgicos, bloqueadores dos canais de cálcio), infecções do trato urinário, delirium, atrofia vaginal e constipação podem precipitar ou agravar a IU. A prevalência da IU é maior em mulheres, mas aumenta com a idade em ambos os sexos, sendo um importante marcador de fragilidade. O tratamento da IU é individualizado e pode incluir modificações comportamentais (treinamento vesical, exercícios do assoalho pélvico), farmacoterapia (anticolinérgicos, beta-3 agonistas) e, em casos selecionados, intervenções cirúrgicas. É fundamental abordar os fatores de risco modificáveis e educar o paciente sobre a condição, visando melhorar o controle da bexiga e a qualidade de vida. A avaliação geriátrica ampla é essencial para um manejo eficaz.
Os principais fatores incluem alterações relacionadas à idade (atrofia urogenital, diminuição da capacidade vesical), comorbidades (diabetes, AVC), medicamentos (diuréticos, sedativos, alfa-adrenérgicos) e imobilidade.
Agentes alfa-adrenérgicos, como os presentes em descongestionantes nasais, podem aumentar o tônus do esfíncter uretral interno, dificultando o esvaziamento da bexiga e podendo levar à retenção urinária ou incontinência por transbordamento.
A incontinência urinária é mais prevalente em mulheres em todas as faixas etárias, incluindo idosas, devido a fatores como gestações, partos e alterações hormonais pós-menopausa. A prevalência aumenta com a idade em ambos os sexos.
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