HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Mulher, 76 anos, apresenta incontinência urinária iniciada há três meses. Portadora de diabetes há 15 anos e hipertensão. Teve três partos normais e menopausa aos 51 anos. Apresenta ao exame físico IMC de 32,4 kg/m? e prolapso genital. O fator que sugere tratar-se de incontinência funcional ou transitória é:
Incontinência funcional = trato urinário íntegro + barreiras físicas/cognitivas impedindo o acesso ao banheiro.
A incontinência funcional ocorre quando fatores extrínsecos ao sistema urinário, como limitações de mobilidade (gonartrose) ou déficit cognitivo, impedem que o paciente chegue ao banheiro a tempo.
A incontinência urinária no idoso é uma síndrome geriátrica multifatorial. Enquanto as causas estruturais (esforço, urgência, transbordamento) envolvem disfunções do detrusor ou da uretra, a incontinência funcional destaca a importância da visão holística do paciente. A gonartrose bilateral severa limita a velocidade de marcha e a transferência, tornando o trajeto até o banheiro um desafio insuperável antes da micção involuntária. O manejo deve focar na otimização da mobilidade, adaptações ambientais e horários miccionais programados, além do tratamento da dor articular para melhorar a funcionalidade global.
A incontinência urinária funcional é caracterizada pela perda involuntária de urina em pacientes que possuem um trato urinário inferior anatomicamente e funcionalmente normal, mas que apresentam limitações físicas, cognitivas ou ambientais que os impedem de alcançar o sanitário ou realizar o ato miccional de forma independente. É comum em idosos com doenças osteoarticulares graves, como a gonartrose, ou demências avançadas.
As causas transitórias são frequentemente lembradas pelo mnemônico DIAPPERS: Delirium, Infecção urinária, Atrofia vaginal/uretral, Farmacológicos (Psychological), Excesso de débito urinário, Restrição de mobilidade e Constipação (Stool impaction). Identificar e tratar esses fatores pode reverter o quadro de incontinência sem necessidade de intervenções cirúrgicas ou farmacológicas crônicas.
A incontinência de esforço ocorre devido à falha do mecanismo esfincteriano ou hipermobilidade do colo vesical, resultando em perda de urina ao tossir ou espirrar. Já na funcional, a perda ocorre porque o paciente não consegue chegar ao banheiro, independentemente de manobras de Valsalva. O exame físico com teste de esforço e a avaliação da mobilidade e cognição são fundamentais para essa distinção clínica.
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