Incontinência Urinária de Esforço: Diagnóstico e Manejo

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020

Enunciado

Senhora Maria Clara com 70 anos de idade, casada, dona de casa. Veio ao ambulatório de ginecologia encaminhada pelo médico de família e comunidade por apresentar perda de urina há cinco anos ao tossir ou espirrar, porém há um ano refere urgência e urgeincontinência, sem nocturia. 5G4P1A com três partos normais e uma cesárea, sendo o último há 35 anos, com o maior RN pesando 4 kg. Menopausa aos 45 anos, não realizou terapia hormonal. Relata ser hipertensa fazendo tratamento há 15 anos. Ao exame físico e ginecológico foi observado obesidade grau II, IMC: 36 kg/m² e perda de urina sincrônica à manobra de valsalva pelo meato uretral em posição ginecológica. Atrofia genital. Ao toque útero e ovários involuidos. Trouxe exames solicitados pelo médico de família com esses resultados: Urina I normal, Urocultura negativa e Estudo urodinâmico: ausência de contração involuntária do detrusor com pressão de perda (VLPP): 45 cmH2O, capacidade cistometrica = 300ml com resíduo pós-miccional de 30ml. Em relação ao caso qual a hipótese diagnóstica e conduta:

Alternativas

  1. A) Incontinência Urinária de Esforço (IUE por defeito esfincteriano e obesidade Grau II. O tratamento é cirúrgico - SLING com orientação para perda de peso.
  2. B) IUE por defeito esfincteriano e obesidade Grau II. O tratamento é fisioterapia do assoalho pélvico, se não houver melhora indicar cirurgia de SLING com orientação para a perda de peso.
  3. C) IUE por hipermobilidade do colo vesical e obesidade Grau III. O tratamento é cirúrgico – SLING e orientar perda de peso.
  4. D) IUE por hipermobilidade do colo vesical e obesidade Grau II. O tratamento é fisioterapia do assoalho pélvico e cirurgia de BURCH com orientação para a perda de peso.

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