HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Paciente de 52 anos, GIII PII CI, refere perda de urina quando tosse ou espirra e está com a bexiga cheia. Os estudos urodinâmicos não demonstram contrações involuntárias do músculo detrusor da bexiga. No exame ginecológico é constato prolapso genital grau 1. Qual o diagnóstico mais provável?
Perda de urina ao tossir/espirrar (↑ pressão intra-abdominal) + detrusor sem contrações involuntárias = Incontinência Urinária de Esforço.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é caracterizada pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse, espirro ou exercício físico. A ausência de contrações involuntárias do detrusor nos estudos urodinâmicos diferencia-a da incontinência de urgência, confirmando o diagnóstico de IUE.
A Incontinência Urinária de Esforço (IUE) é uma condição comum que afeta milhões de mulheres, especialmente multíparas e na pós-menopausa, sendo um tópico essencial para residentes em Ginecologia, Urologia e Clínica Médica. Caracteriza-se pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse, espirro, riso ou exercício físico. Sua prevalência aumenta com a idade e pode impactar significativamente a qualidade de vida das pacientes. A fisiopatologia da IUE envolve a falha dos mecanismos de suporte da uretra e do colo vesical, resultando em hipermobilidade uretral, ou uma deficiência intrínseca do esfíncter uretral. Fatores de risco incluem partos vaginais, obesidade, tabagismo, tosse crônica e cirurgias pélvicas prévias. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história da paciente, e complementado pelo exame físico (teste do esforço) e, frequentemente, por estudos urodinâmicos. Estes últimos são fundamentais para diferenciar a IUE de outras formas de incontinência, como a de urgência, ao demonstrar a ausência de contrações involuntárias do detrusor. O tratamento da IUE varia desde medidas conservadoras, como exercícios do assoalho pélvico (Kegel), perda de peso e fisioterapia, até intervenções cirúrgicas, como a colocação de slings uretrais (TVT, TOT), que visam restaurar o suporte uretral. A escolha do tratamento depende da gravidade dos sintomas, da presença de prolapso genital associado e das preferências da paciente. O manejo adequado da IUE é crucial para melhorar a qualidade de vida e a autoestima das mulheres afetadas.
Os principais sintomas da IUE incluem a perda involuntária de urina ao tossir, espirrar, rir, levantar pesos ou durante exercícios físicos. Essa perda ocorre devido ao aumento da pressão intra-abdominal que supera a resistência uretral, sem que haja contração do detrusor.
Os estudos urodinâmicos são cruciais para confirmar o diagnóstico de IUE e excluir outras formas de incontinência. Na IUE, eles demonstram a perda de urina com o aumento da pressão abdominal na ausência de contrações involuntárias do músculo detrusor, diferenciando-a da incontinência de urgência.
O prolapso genital, especialmente o cistocele, pode estar associado à IUE, pois ambos compartilham fatores de risco como multiparidade, idade e fraqueza do assoalho pélvico. No entanto, nem todo prolapso causa IUE, e a correção do prolapso nem sempre resolve a incontinência, podendo até, em alguns casos, desmascarar uma IUE latente.
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