UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Paciente 65 anos, G3P3N, menopausada há 15 anos, queixa-se de perda urinária aos esforços e urgência miccional há 3 anos. Foi detectada, ao realizar o estudo da urodinâmica, uma pressão vesical de perda (VLPP) de 40cm H₂O, sem evidências de contrações involuntárias do detrusor. O tipo de incontinência urinária apresentada nesse caso é
VLPP < 60 cm H₂O + Incontinência de Esforço = Deficiência Esfincteriana Intrínseca (DEI).
A Incontinência Urinária de Esforço (IUE) pode ser causada por hipermobilidade do colo vesical ou por Deficiência Esfincteriana Intrínseca (DEI). Uma Pressão Vesical de Perda (VLPP) abaixo de 60 cm H₂O na urodinâmica é um forte indicativo de DEI, que se caracteriza por um esfíncter uretral intrínseco fraco.
A incontinência urinária (IU) é uma condição comum, especialmente em mulheres idosas, impactando significativamente a qualidade de vida. A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar ou levantar peso. A fisiopatologia da IUE pode ser atribuída principalmente a duas causas: hipermobilidade do colo vesical, onde há perda do suporte anatômico da uretra, ou deficiência esfincteriana intrínseca (DEI), caracterizada pela falha do esfíncter uretral em manter o fechamento adequado. O estudo urodinâmico é fundamental para diferenciar essas condições e guiar o tratamento. A Pressão Vesical de Perda (VLPP) é um parâmetro chave: valores abaixo de 60 cm H₂O são altamente sugestivos de DEI, indicando que o esfíncter uretral é intrinsecamente fraco e não consegue resistir a pressões baixas. A ausência de contrações involuntárias do detrusor afasta a bexiga hiperativa como causa primária da perda aos esforços. O tratamento da IUE varia conforme a causa. Para DEI, as opções incluem injeções de agentes de volume na uretra, slings suburetrais (especialmente os que promovem maior compressão uretral) ou esfíncter artificial. Para hipermobilidade, slings são geralmente eficazes. Para residentes, é crucial interpretar corretamente os achados urodinâmicos, como a VLPP, para um diagnóstico preciso e a escolha da terapia mais adequada, otimizando os resultados para a paciente.
A VLPP é a menor pressão intravesical na qual ocorre perda urinária durante um esforço, como tosse ou manobra de Valsalva, com a bexiga preenchida. É um parâmetro importante para avaliar a função do esfíncter uretral.
A hipermobilidade do colo vesical geralmente apresenta VLPP > 60 cm H₂O, indicando suporte uretral inadequado. Já a deficiência esfincteriana intrínseca (DEI) é caracterizada por VLPP < 60 cm H₂O, refletindo a fraqueza do esfíncter uretral em si.
Fatores de risco incluem idade avançada, menopausa (devido à deficiência estrogênica), paridade (múltiplos partos vaginais), cirurgias pélvicas prévias e condições neurológicas que afetam a inervação do esfíncter.
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