Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2020
Uma mulher de 32 anos de idade refere perda de urina aos grandes esforços, quando a bexiga está muito cheia ao pular corda ou tossir muito forte. É nuligesta e não apresenta nenhuma comorbidade. Segundo as recomendações atuais, o tratamento dessa afecção deve ser?
IUE em mulher jovem, nuligesta, sem comorbidades → Fisioterapia pélvica é a primeira linha de tratamento.
A incontinência urinária de esforço (IUE) em mulheres jovens, nuligestas e sem comorbidades, geralmente é leve e responde bem a medidas conservadoras. A fisioterapia pélvica, com exercícios para fortalecimento do assoalho pélvico, é a abordagem inicial recomendada.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é uma condição comum, especialmente em mulheres, caracterizada pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal. Embora possa afetar mulheres de todas as idades, em pacientes jovens, nuligestas e sem comorbidades significativas, a causa geralmente está relacionada a uma fraqueza dos músculos do assoalho pélvico. O tratamento da IUE segue uma abordagem escalonada, começando pelas opções menos invasivas. Para casos leves a moderados, especialmente na ausência de fatores de risco como multiparidade ou cirurgias pélvicas prévias, a fisioterapia pélvica é a terapia de primeira linha. Esta modalidade inclui exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico (exercícios de Kegel), biofeedback e eletroestimulação, visando melhorar o tônus e a função muscular. As opções cirúrgicas, como a cirurgia de Burch ou a colocação de slings (aponeuróticos ou sintéticos), são geralmente reservadas para pacientes com IUE mais grave, que não obtiveram sucesso com o tratamento conservador, ou que apresentam prolapso de órgãos pélvicos concomitante. É crucial uma avaliação completa para individualizar o plano terapêutico, garantindo a escolha mais adequada para cada paciente.
A incontinência urinária de esforço é caracterizada pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir, levantar peso ou pular.
A fisioterapia pélvica visa fortalecer os músculos do assoalho pélvico, que são cruciais para o suporte da uretra e do colo da bexiga, melhorando o controle da micção e reduzindo os episódios de perda urinária.
A cirurgia é geralmente considerada para casos de IUE moderada a grave que não respondem ao tratamento conservador, ou quando há prolapso de órgãos pélvicos associado.
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