UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
No manejo da paciente com incontinência urinária de esforço, o (a):
Cirurgia de Burch → IUE com hipermobilidade uretral e função uretral adequada.
A cirurgia de Burch é uma técnica retropúbica eficaz para incontinência urinária de esforço (IUE) em pacientes com hipermobilidade uretral e boa função esfincteriana intrínseca. Ela visa restaurar o suporte anatômico da uretra e da junção uretrovesical.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda involuntária de urina que ocorre com o aumento da pressão intra-abdominal, como tosse, espirro ou exercício físico. É uma condição comum que afeta significativamente a qualidade de vida das mulheres. O manejo pode ser conservador (fisioterapia do assoalho pélvico) ou cirúrgico, dependendo da gravidade e da etiologia subjacente, que pode ser hipermobilidade uretral ou deficiência esfincteriana intrínseca. A cirurgia de Burch é uma técnica retropúbica que visa corrigir a hipermobilidade uretral, elevando e fixando o colo da bexiga e a uretra proximal à parede abdominal anterior. É particularmente eficaz em pacientes com boa função esfincteriana intrínseca. Outras opções cirúrgicas incluem os slings de uretra média (padrão-ouro atual para a maioria dos casos) e o sling pubovaginal, indicado para casos mais complexos ou falhas de tratamentos prévios. A avaliação diagnóstica completa, incluindo exame físico, diário miccional e, por vezes, estudo urodinâmico e uretrocistoscopia (para excluir outras patologias como hematúria ou infecção), é fundamental para selecionar a melhor abordagem terapêutica. A oxibutinina, mencionada na alternativa D, é um antimuscarínico usado para incontinência de urgência, não sendo a primeira linha para IUE.
A cirurgia de Burch é primariamente indicada para pacientes com incontinência urinária de esforço que apresentam hipermobilidade uretral e uma função esfincteriana intrínseca uretral adequada.
A técnica de Burch eleva e estabiliza o colo da bexiga e a uretra proximal, restaurando o suporte anatômico e a pressão de fechamento uretral durante o aumento da pressão intra-abdominal, prevenindo o vazamento de urina.
O sling pubovaginal é frequentemente preferido em casos de deficiência esfincteriana intrínseca, falha de cirurgias prévias ou em pacientes que buscam uma opção minimamente invasiva, pois oferece um suporte mais robusto à uretra média.
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