UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Mulher, 56 anos de idade, refere perda urinária ao realizar exercícios físicos há 6 meses.II. G II. Partos normais. Nega comorbidades. Em estrogenioterapia vaginal. Ao exame físico observou-se os pontos Ba = -1, Bp = 0 e ponto C = -7. Qual é a conduta mais adequada?
IUE com prolapso mínimo (POP-Q estágio I) → Fisioterapia do assoalho pélvico é a conduta inicial.
A paciente apresenta incontinência urinária de esforço (perda urinária ao realizar exercícios) e um prolapso de órgãos pélvicos de grau leve (Ba = -1, Bp = 0, C = -7 indicam estágio I). Nesses casos, a fisioterapia do assoalho pélvico é a primeira linha de tratamento conservador, visando fortalecer a musculatura e melhorar o suporte.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar ou levantar pesos. É uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente após a menopausa e partos vaginais. O diagnóstico baseia-se na história clínica e exame físico, que pode incluir a avaliação do prolapso de órgãos pélvicos (POP) pelo sistema POP-Q. Neste caso, a paciente apresenta IUE e um prolapso de órgãos pélvicos de grau leve (estágio I, com Ba = -1, Bp = 0 e C = -7). A fisiopatologia da IUE envolve uma deficiência do suporte uretral e/ou da função do esfíncter uretral. A estrogenioterapia vaginal pode ajudar a melhorar a troficidade dos tecidos, mas não resolve a deficiência mecânica. A conduta mais adequada para IUE com prolapso leve é o tratamento conservador, sendo a fisioterapia do assoalho pélvico a primeira linha. Esta terapia visa fortalecer os músculos do assoalho pélvico, melhorar o suporte uretral e a capacidade de contração voluntária para conter a urina. A cirurgia é reservada para casos refratários ao tratamento conservador ou para prolapsos mais avançados que causam sintomas significativos.
A fisioterapia do assoalho pélvico é a primeira linha de tratamento para incontinência urinária de esforço, especialmente em casos de prolapso de órgãos pélvicos de graus leves (estágios I e II), antes de considerar intervenções cirúrgicas.
Os objetivos incluem o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, melhora da coordenação e resistência muscular, e reeducação comportamental para controle da bexiga, visando reduzir a perda urinária e melhorar o suporte pélvico.
O estadiamento POP-Q ajuda a determinar a gravidade do prolapso associado à IUE. Prolapsos de baixo grau (estágios I e II) geralmente respondem bem ao tratamento conservador, enquanto graus mais avançados podem necessitar de cirurgia, que pode ser combinada com o tratamento da IUE.
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