SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2017
Filha traz mãe idosa, 68 anos, para consulta em Unidade Básica de Saúde queixando- se que a mesma tem estado mais calada nos últimos dias. Paciente estudou até o ensino médio. Na anamnese, a idosa queixou-se de perda involuntária de urina (volume moderado), iniciada há 3 semanas, após espirros, tosse e ao erguer peso, causando-lhe constrangimentos frequentes. Apresenta mini-exame do estado mental = 25, Escala de Katz = 6, Escala de Yesavage = 2. No final da consulta, você orientou a paciente e solicitou avaliação de outro profissional. De acordo com a carteira de serviços do município (vide figura), para qual serviço a idosa deverá ser encaminhada inicialmente? (VER IMAGEM)
Incontinência urinária de esforço em idosa → iniciar com treinamento do assoalho pélvico (NASF/fisioterapia).
A incontinência urinária de esforço é comum em idosas e, na atenção primária, a abordagem inicial não farmacológica, como o treinamento do assoalho pélvico, é fundamental antes de considerar encaminhamentos para investigações mais invasivas.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é uma condição comum, especialmente em mulheres idosas, impactando significativamente a qualidade de vida. É definida pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal. Sua prevalência aumenta com a idade, e é um tema frequente em provas de residência e na prática da atenção primária. O diagnóstico da IUE é clínico, baseado na história da paciente. A fisiopatologia envolve o enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico e/ou deficiência esfincteriana. Na atenção primária, é crucial identificar os sintomas e diferenciar de outros tipos de incontinência. O mini-exame do estado mental, Escala de Katz e Yesavage avaliam cognição, funcionalidade e humor, respectivamente, e são importantes para a avaliação geriátrica global, mas não direcionam o tratamento da IUE. O tratamento inicial da IUE é conservador, com destaque para o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP), frequentemente realizado com o apoio de profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) ou fisioterapeutas. Intervenções como mudanças no estilo de vida (perda de peso, cessação do tabagismo) também são importantes. O encaminhamento para urologia ou geriatria para procedimentos mais invasivos ou estudo urodinâmico é reservado para casos refratários ou com suspeita de outras condições.
A incontinência urinária de esforço é caracterizada pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir ou levantar pesos.
A conduta inicial na atenção primária envolve o treinamento do assoalho pélvico, que pode ser orientado pelo NASF ou fisioterapeuta, visando fortalecer a musculatura perineal.
O treinamento do assoalho pélvico é a primeira linha por ser uma intervenção não invasiva, de baixo custo e com boa eficácia para fortalecer os músculos que suportam a bexiga e a uretra, melhorando o controle da urina.
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