SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Nas pacientes idosas, a incontinência urinária é uma patologia muito frequente. Acerca da incontinência urinária de esforço, assinale a alternativa correta.
Idade, gestações, partos vaginais e genética são os principais fatores de risco para incontinência urinária de esforço.
A incontinência urinária de esforço é multifatorial, com idade, gestações, partos vaginais e predisposição genética sendo os fatores de risco mais relevantes. O diagnóstico é predominantemente clínico, e o estudo urodinâmico é reservado para casos complexos. A fisioterapia do assoalho pélvico é a primeira linha de tratamento conservador.
A incontinência urinária (IU) é uma condição prevalente, especialmente em mulheres idosas, impactando significativamente a qualidade de vida. A incontinência urinária de esforço (IUE) é o tipo mais comum, caracterizada pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar ou levantar peso. Os fatores de risco para IUE são multifatoriais e incluem idade avançada, número de gestações e partos vaginais (especialmente os traumáticos), obesidade, fatores genéticos, e condições que aumentam a pressão intra-abdominal cronicamente. O diagnóstico da IUE é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, enquanto o estudo urodinâmico é reservado para casos mais complexos ou para guiar o tratamento cirúrgico. O tratamento da IUE começa com medidas conservadoras, sendo a fisioterapia do assoalho pélvico a principal abordagem. Ela visa fortalecer a musculatura pélvica e melhorar a função esfincteriana. Em casos refratários ou mais graves, podem ser consideradas opções medicamentosas ou cirúrgicas. Para a prova de residência, é crucial conhecer os fatores de risco, o diagnóstico diferencial e as opções de tratamento, com foco nas abordagens conservadoras iniciais.
Os principais fatores de risco para a incontinência urinária de esforço incluem idade avançada, número de gestações e partos vaginais, obesidade, fatores genéticos, tosse crônica, constipação e algumas condições neurológicas ou doenças do tecido conjuntivo.
O estudo urodinâmico não é necessário para o diagnóstico de rotina da incontinência urinária de esforço, que é predominantemente clínico. Ele é indicado em casos complexos, como falha de tratamento inicial, suspeita de bexiga hiperativa associada, incontinência mista, ou antes de procedimentos cirúrgicos para avaliar a função do trato urinário inferior.
A primeira linha de tratamento conservador para a incontinência urinária de esforço é a fisioterapia do assoalho pélvico, que inclui exercícios de Kegel, biofeedback e eletroestimulação. Essas intervenções visam fortalecer a musculatura pélvica e melhorar o suporte uretral, sendo eficazes na redução dos episódios de perda urinária.
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