Incontinência Urinária de Esforço: Cirurgia de Sling e Manejo

HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2015

Enunciado

Uma paciente de 54 anos de idade compareceu à consulta de rotina com o ginecologista. Referiu perda de urina a médios esforços e sangramento vaginal há duas semanas. Antecedentes ginecológicos: menarca aos doze anos, menopausa aos 51 anos de idade, G1PN1A0, sem antecedentes familiares de câncer ginecológico. Foram solicitados exames com os seguintes resultados: Ecografia transvaginal: útero em AVF com volume de 80 cm³, endométrio de 10 mm, ovários atróficos; Mamografia: BI-RADS 2; Estudo urodinâmico: incontinência urinária de esforço com defeito esfincteriano. Para o achado no estudo urodinâmico, a melhor opção terapêutica é a:

Alternativas

  1. A) Cirurgia de Kelly-Kennedy.
  2. B) Histerectomia vaginal.
  3. C) Correção de prolapso vesical.
  4. D) Videolaparoscopia para levantamento vesical. 
  5. E) Cirurgia de alça (Sling). 

Pérola Clínica

Incontinência urinária de esforço com defeito esfincteriano → cirurgia de Sling (TVT/TOT) é a melhor opção terapêutica.

Resumo-Chave

A incontinência urinária de esforço (IUE) com defeito esfincteriano intrínseco é uma condição comum em mulheres, especialmente pós-menopausa. O estudo urodinâmico confirma o diagnóstico e a cirurgia de Sling (como TVT ou TOT) é o tratamento de escolha, visando dar suporte à uretra média e restaurar o mecanismo esfincteriano.

Contexto Educacional

A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar ou levantar peso. É uma condição prevalente em mulheres, especialmente após a menopausa e partos vaginais, impactando significativamente a qualidade de vida. O defeito esfincteriano intrínseco (DII) refere-se à deficiência do esfíncter uretral, que agrava a IUE. A fisiopatologia da IUE envolve a hipermobilidade uretral e/ou o DII. No caso de DII, há uma falha no mecanismo de fechamento uretral, tornando a uretra incapaz de resistir ao aumento da pressão abdominal. O diagnóstico é clínico, complementado por exames como o estudo urodinâmico, que quantifica a perda e identifica o tipo de incontinência e a presença de DII. O tratamento da IUE com DII é predominantemente cirúrgico, sendo a cirurgia de Sling (TVT - tension-free vaginal tape ou TOT - transobturator tape) a opção mais eficaz. Essas cirurgias visam criar um suporte suburetral para restaurar a função do esfíncter. Outras opções incluem fisioterapia pélvica para casos leves ou sem DII, e terapias menos invasivas. O prognóstico é geralmente bom com a cirurgia adequada, com altas taxas de sucesso e melhora da qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de incontinência urinária feminina?

Os principais tipos são incontinência urinária de esforço (perda ao tossir, espirrar), incontinência de urgência (perda súbita e incontrolável) e incontinência mista (combinação de ambas).

O que é o defeito esfincteriano intrínseco e por que é importante no tratamento da IUE?

É a deficiência do músculo esfíncter uretral, que impede o fechamento adequado da uretra. Sua presença indica que a cirurgia de Sling, que oferece suporte uretral, é a opção mais eficaz.

Como funciona a cirurgia de Sling para incontinência urinária de esforço?

A cirurgia de Sling (TVT ou TOT) consiste na colocação de uma fita sintética sob a uretra média para criar um suporte, restaurando o mecanismo de continência e impedindo a perda de urina durante esforços.

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