SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Uma paciente de 34 anos de idade, G2P2, apresenta incontinência urinária de esforço. A urodinâmica confirma a perda involuntária de urina durante o aumento da pressão abdominal, com VLPP 103 cm H2O, na ausência de contração detrusora. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a primeira opção de tratamento para a paciente.
Incontinência Urinária de Esforço (IUE) → Fisioterapia pélvica é a primeira opção de tratamento.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão abdominal. A primeira linha de tratamento, especialmente em casos de IUE leve a moderada, é a fisioterapia pélvica, que visa fortalecer a musculatura do assoalho pélvico.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é uma condição comum, especialmente em mulheres multíparas, caracterizada pela perda involuntária de urina ao tossir, espirrar, rir ou realizar esforços físicos. Afeta significativamente a qualidade de vida e sua prevalência aumenta com a idade e o número de partos vaginais. O entendimento de suas causas e opções de tratamento é essencial. A fisiopatologia da IUE está relacionada à fraqueza ou disfunção dos músculos do assoalho pélvico e/ou do esfíncter uretral, que não conseguem conter a urina durante aumentos súbitos da pressão intra-abdominal. O diagnóstico é clínico, complementado por exames como o teste do cotonete, teste do absorvente e, em casos selecionados, estudo urodinâmico para confirmar a IUE e excluir outras disfunções. O tratamento da IUE começa com abordagens conservadoras. A fisioterapia pélvica, com exercícios de Kegel e outras técnicas, é a primeira linha de tratamento, visando fortalecer os músculos do assoalho pélvico e melhorar o suporte uretral. Em casos refratários ou mais graves, opções cirúrgicas como o sling uretral podem ser consideradas, mas sempre após a falha do tratamento conservador.
A incontinência urinária de esforço é a perda involuntária de urina que ocorre durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir ou levantar pesos, devido à fraqueza do assoalho pélvico.
A urodinâmica, especialmente a medida da Pressão de Ponto de Vazamento Abdominal (VLPP), ajuda a confirmar o diagnóstico de IUE, quantificar a gravidade e excluir outras causas de incontinência, como a hiperatividade detrusora.
A fisioterapia pélvica, que inclui exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico (exercícios de Kegel), biofeedback e eletroestimulação, é a primeira linha de tratamento por ser não invasiva, eficaz e com baixo risco de efeitos adversos, melhorando o suporte uretral.
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