HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2023
Paciente de 48 anos, G5 PV4 A1, comparece à consulta ginecológica queixando perda de urina ao tossir e espirrar. Ao exame físico observa-se perda objetiva de urina em manobra de valsalva. Em relação ao tratamento da incontinência urinária de esforço, assinale a alternativa INCORRETA:
Anticolinérgicos não são 1ª linha para incontinência urinária de esforço; são para bexiga hiperativa.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é causada por fraqueza do assoalho pélvico e/ou deficiência esfincteriana. O tratamento inicial é conservador, com fisioterapia e mudanças no estilo de vida. Anticolinérgicos são indicados para incontinência de urgência (bexiga hiperativa), não para IUE, pois atuam em mecanismos diferentes.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda involuntária de urina que ocorre com atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir ou levantar pesos. É uma condição comum, especialmente em mulheres multíparas e na pós-menopausa, impactando significativamente a qualidade de vida e a saúde mental das pacientes. O diagnóstico é clínico, confirmado pela perda objetiva de urina durante a manobra de Valsalva. O tratamento inicial é conservador e inclui fisioterapia para fortalecimento do assoalho pélvico, perda de peso em pacientes obesas e, em mulheres com atrofia vaginal, estrogênio tópico pode ser benéfico para melhorar a qualidade dos tecidos urogenitais e o suporte uretral. É crucial diferenciar a IUE da incontinência urinária de urgência (bexiga hiperativa), pois os tratamentos são distintos. Anticolinérgicos são a primeira linha para bexiga hiperativa, atuando na musculatura detrusora, e não são eficazes para a IUE, que é um problema mecânico. Para casos refratários à terapia conservadora da IUE, opções cirúrgicas como a colocação de slings uretrais podem ser consideradas, com altas taxas de sucesso.
A incontinência urinária de esforço é causada principalmente pela fraqueza dos músculos do assoalho pélvico e/ou pela deficiência intrínseca do esfíncter uretral, frequentemente associada a partos vaginais, obesidade, envelhecimento e deficiência estrogênica na pós-menopausa.
A fisioterapia, com exercícios para fortalecimento do assoalho pélvico (exercícios de Kegel), é a primeira linha de tratamento conservador, visando melhorar o suporte uretral e a função esfincteriana, além de promover a consciência corporal e o controle muscular.
Os medicamentos anticolinérgicos são indicados para o tratamento da incontinência urinária de urgência ou bexiga hiperativa, que se manifesta por urgência miccional, com ou sem incontinência, e aumento da frequência urinária, atuando no relaxamento do músculo detrusor.
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