SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
Maria Lucia é uma mulher de 48 anos que está passando pelo climatério. Ela tem história prévia de quatro partos vaginais e hoje busca atendimento médico devido a fogachos, insônia e oscilações importantes de humor. Paciente em uso de hidroclorotiazida e captopril para tratamento de Hipertensão Arterial Sistêmica. Ao realizar o exame ginecológico você percebe o uso de absorvente com urina. Ela explica que faz uso de absorventes para evitar que os pequenos escapes de urina ao tossir molhem sua roupa. No exame físico vou percebe pressão arterial de 090x065mmHg, e após indagar resultado, a paciente refere sintomas de hipotensão esporadicamente, e média tensional de 100×70 mmHg no seu MRPA. Sobre o caso de Carlota, assinale a alternativa correta:
Incontinência urinária de esforço + hipotensão em uso de IECA/diurético → revisar medicação anti-hipertensiva.
A paciente apresenta incontinência urinária de esforço, comum no climatério e em multíparas, mas também hipotensão sintomática em uso de captopril e hidroclorotiazida. O captopril pode causar tosse, exacerbando a incontinência, e ambos os medicamentos contribuem para a hipotensão. A revisão e possível suspensão dos anti-hipertensivos é a conduta inicial mais adequada.
O caso de Maria Lucia apresenta uma complexa interação de sintomas comuns no climatério, como fogachos e alterações de humor, com queixas urinárias e cardiovasculares. A incontinência urinária de esforço (IUE), caracterizada pela perda involuntária de urina ao tossir, espirrar ou realizar esforços, é prevalente em mulheres multíparas e no climatério devido à frouxidão do assoalho pélvico e deficiência estrogênica. No entanto, a presença de hipotensão sintomática e o uso de captopril e hidroclorotiazida adicionam camadas importantes ao diagnóstico e manejo. O captopril, um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), é conhecido por causar tosse em alguns pacientes, o que pode exacerbar a IUE. A hidroclorotiazida, um diurético, aumenta a produção de urina, potencialmente piorando os sintomas de incontinência. A pressão arterial de 90x65 mmHg e a média tensional de 100x70 mmHg sugerem que a paciente pode estar hipotensa devido à medicação, o que exige uma revisão urgente do esquema anti-hipertensivo. Para o residente, é fundamental ter uma abordagem holística. A incontinência urinária, embora comum, não deve ser simplesmente aceita. A investigação deve incluir a revisão de medicamentos que podem contribuir para os sintomas, como os anti-hipertensivos. A suspensão ou ajuste desses medicamentos, especialmente diante de hipotensão, pode ser a primeira e mais eficaz intervenção, potencialmente aliviando a incontinência urinária de esforço se ela for exacerbada por fatores medicamentosos.
Os tipos mais comuns são a incontinência urinária de esforço (perda de urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço físico) e a incontinência urinária de urgência (perda de urina associada a um desejo súbito e inadiável de urinar). A incontinência mista, que combina características de ambos os tipos, também é frequente.
Diuréticos (como a hidroclorotiazida) aumentam a produção de urina, podendo exacerbar os sintomas de incontinência. Inibidores da ECA (como o captopril) podem causar tosse crônica, que, por sua vez, aumenta a pressão intra-abdominal e pode desencadear ou piorar a incontinência urinária de esforço. Além disso, a hipotensão pode levar a sintomas de tontura e quedas, que devem ser evitados.
É crucial avaliar a pressão arterial e a lista de medicamentos, pois a hipotensão sintomática indica que a dose ou a combinação de anti-hipertensivos pode estar excessiva. A revisão da medicação pode não apenas melhorar a pressão arterial, mas também aliviar sintomas como a tosse induzida por IECA e a frequência urinária aumentada por diuréticos, impactando positivamente a incontinência.
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