PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Paciente de 59 anos, G5P5, data da última menstruação aos 50 anos, IMC = 26,1 kg/m², tabagista com doença pulmonar obstrutiva crônica refere perda de urina ao esforço há 3 anos com piora do quadro nos últimos 8 meses. Nega outros sintomas urinários. Qual a conduta MAIS INDICADA para essa paciente?
IUE: primeira linha = intervenções estilo de vida + fisioterapia assoalho pélvico.
Para incontinência urinária de esforço, especialmente em pacientes com fatores de risco modificáveis como obesidade e tabagismo, a abordagem inicial é sempre conservadora, focando em mudanças de estilo de vida e fortalecimento do assoalho pélvico.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é a perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir ou levantar pesos. É uma condição comum, especialmente em mulheres multíparas e pós-menopausa, e pode ser significativamente impactada por fatores de risco como obesidade, tabagismo e doenças pulmonares crônicas. O manejo inicial é sempre conservador, visando melhorar a qualidade de vida da paciente. As intervenções no estilo de vida incluem a modificação de fatores de risco como a perda de peso em pacientes com sobrepeso ou obesidade, a cessação do tabagismo para reduzir a tosse crônica e a irritação da bexiga, e a restrição de irritantes vesicais como cafeína e álcool. A fisioterapia do assoalho pélvico, que engloba exercícios de Kegel e biofeedback, é a pedra angular do tratamento conservador, visando fortalecer a musculatura pélvica e melhorar o suporte uretral. A cirurgia, como a colocação de um sling retropúbico ou transobturatório, é uma opção eficaz, mas geralmente reservada para pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento conservador ou que apresentam sintomas graves que afetam profundamente sua qualidade de vida. É crucial uma avaliação completa antes de considerar a intervenção cirúrgica, garantindo que todas as opções não invasivas tenham sido exploradas.
Recomenda-se perda de peso, cessação do tabagismo, redução da ingestão de cafeína e álcool, e controle de doenças crônicas que aumentam a pressão abdominal, como DPOC.
A fisioterapia fortalece os músculos do assoalho pélvico, que são cruciais para o suporte uretral e o controle da micção, melhorando a capacidade de conter a urina durante o esforço.
A cirurgia é considerada quando as medidas conservadoras falham em controlar os sintomas ou em casos de incontinência grave que impacta significativamente a qualidade de vida da paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo