UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 59 anos, G2P2N, queixa-se de urgência urinária há 1 ano e perda de urina quando espirra. Apresenta atrofia genital e o estudo urodinâmico evidenciou perda de urina à manobra de Valsalva, com pressão vesical de 110 cm H2O.Para esse caso, o diagnóstico correto é
Perda de urina ao espirrar + Valsalva positiva no urodinâmico → Incontinência Urinária de Esforço.
A perda de urina associada a esforços (espirrar) e confirmada pela manobra de Valsalva no estudo urodinâmico é o achado cardinal da incontinência urinária de esforço. Embora a paciente também relate urgência, o foco da questão e a confirmação urodinâmica apontam para o componente de esforço.
A incontinência urinária é uma condição comum, especialmente em mulheres, que afeta significativamente a qualidade de vida. É definida como qualquer perda involuntária de urina. Existem diferentes tipos, sendo os mais prevalentes a incontinência urinária de esforço (IUE), a urge-incontinência (IUU) e a incontinência mista. A incontinência urinária de esforço é caracterizada pela perda de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar ou levantar pesos. O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por exames como o estudo urodinâmico, que evidencia a perda de urina à manobra de Valsalva. A atrofia genital, comum em mulheres na pós-menopausa, é um fator de risco importante. A urge-incontinência, por sua vez, é a perda de urina associada a uma forte e súbita necessidade de urinar. Quando ambos os tipos coexistem, o diagnóstico é de incontinência urinária mista. O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade, podendo incluir mudanças comportamentais, fisioterapia do assoalho pélvico, terapia hormonal local e, em alguns casos, cirurgia.
Os principais sintomas da incontinência urinária de esforço incluem a perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir, levantar pesos ou fazer exercícios físicos.
A manobra de Valsalva, realizada durante o estudo urodinâmico, é crucial para diagnosticar a incontinência urinária de esforço, pois simula o aumento da pressão intra-abdominal e permite observar a perda de urina.
A atrofia genital, comum na pós-menopausa devido à deficiência estrogênica, pode enfraquecer os tecidos de suporte da uretra e da bexiga, contribuindo para o desenvolvimento ou agravamento da incontinência urinária de esforço e da urge-incontinência.
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