UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Na incontinência urinária de esforço, a perda de urina aos pequenos esforços sugere:
Incontinência Urinária de Esforço (IUE) aos pequenos esforços → Deficiência Esfincteriana Intrínseca (DEI).
A perda de urina aos pequenos esforços na incontinência urinária de esforço sugere uma deficiência esfincteriana intrínseca, onde o esfíncter uretral não consegue manter a pressão de fechamento adequada mesmo com pequenas elevações da pressão intra-abdominal.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é uma condição comum, especialmente em mulheres, caracterizada pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar ou levantar pesos. Compreender a fisiopatologia subjacente é crucial para o diagnóstico preciso e a escolha do tratamento mais eficaz. A IUE pode ser causada principalmente por dois mecanismos: hipermobilidade uretral (perda do suporte anatômico da uretra) ou deficiência esfincteriana intrínseca (DEI). A perda de urina aos pequenos esforços é um forte indicativo de DEI, que se refere à falha do esfíncter uretral em manter a pressão de fechamento adequada, resultando em escape de urina mesmo com mínimas elevações da pressão abdominal. O diagnóstico diferencial entre hipermobilidade uretral e DEI é importante, pois influencia a abordagem terapêutica. A avaliação urodinâmica é a ferramenta padrão-ouro para essa distinção. O tratamento para DEI pode variar desde medidas conservadoras, como fisioterapia do assoalho pélvico, até intervenções cirúrgicas, como a colocação de slings ou injeção de agentes de volume, visando restaurar a competência do esfíncter uretral.
A hipermobilidade uretral ocorre quando há perda do suporte anatômico da uretra, permitindo seu deslocamento durante o esforço. A deficiência esfincteriana intrínseca (DEI) é a falha do esfíncter uretral em manter a pressão de fechamento, independentemente do suporte anatômico, levando à perda de urina mesmo com pequenos esforços.
A urodinâmica é fundamental para diferenciar os tipos de incontinência urinária. Ela mede as pressões vesical e uretral durante o enchimento e o esvaziamento, identificando a presença de hipermobilidade uretral, deficiência esfincteriana intrínseca ou hiperatividade do detrusor.
O tratamento para DEI pode incluir fisioterapia do assoalho pélvico, mas frequentemente requer intervenções cirúrgicas, como a colocação de slings suburetrais ou injeção de agentes de volume na uretra, para aumentar a resistência uretral.
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