MedEvo Simulado — Prova 2025
Mulher de 62 anos, G4P3A1, menopausada há 10 anos, com queixa de perda involuntária de urina aos esforços, tosse ou espirros há cerca de 4 anos. Relata impacto moderado na qualidade de vida. Ao exame físico, apresenta prolapso de parede vaginal anterior (cistocele) grau I pela classificação POP-Q e evidência de hipermobilidade uretral. Nega outras queixas urinárias ou intestinais significativas. Em relação ao manejo dessa paciente, assinale a alternativa CORRETA:
IUE + impacto moderado + cistocele grau I → EMAP como primeira linha de tratamento.
Para incontinência urinária de esforço com prolapso leve e impacto moderado, a terapia conservadora com exercícios da musculatura do assoalho pélvico é a abordagem inicial preferencial, visando fortalecer o suporte uretral e pélvico.
A incontinência urinária de esforço (IUE) é uma condição comum, especialmente em mulheres menopausadas e multíparas, caracterizada pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal. Sua prevalência aumenta com a idade e pode impactar significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A fisiopatologia envolve a falha dos mecanismos de suporte uretral e do esfíncter uretral intrínseco. A hipermobilidade uretral, comum em casos de IUE, indica uma deficiência no suporte pélvico. O exame físico deve incluir a avaliação do prolapso de órgãos pélvicos (POP-Q) e a manobra de Valsalva para evidenciar a perda urinária. O tratamento de primeira linha para a IUE, especialmente em casos leves a moderados e com prolapso inicial, são os exercícios da musculatura do assoalho pélvico (EMAP). A terapia de reposição hormonal local com estrogênios pode ser coadjuvante em mulheres menopausadas para melhorar a troficidade tecidual. A cirurgia é considerada após falha do tratamento conservador ou em casos mais graves.
A IUE é caracterizada pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir ou fazer exercícios físicos.
Os EMAP são cruciais como tratamento de primeira linha, pois fortalecem os músculos que sustentam a uretra e a bexiga, melhorando o controle da micção e reduzindo os episódios de perda urinária.
O estudo urodinâmico não é obrigatório para todos os casos de IUE, sendo reservado para situações de falha do tratamento conservador, suspeita de bexiga hiperativa concomitante, prolapsos avançados ou antes de cirurgias complexas.
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