UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Menina de 3 anos apresenta perda urinária diurna em toda micção, com frequência de 8 vezes ao dia. À noite usa fraldas para dormir. Hábito intestinal: normal. Desenvolvimento neuropsíquico motor normal para a idade. AP: desfralde ocoreu com 1 ano. AF: prima de 9 anos apresenta perda urinária diurna sem perdas noturnas. Exame físico: normal. Exames laboratoriais: urina I normal e cultura de urina negativa. A afirmação correta é:
Desfralde precoce < 2 anos → risco ↑ incontinência urinária diurna em crianças.
O desfralde precoce, especialmente antes dos 2 anos, pode levar a uma maturação incompleta do controle esfincteriano, resultando em disfunções miccionais como a incontinência urinária diurna. É crucial considerar o desenvolvimento individual da criança.
A incontinência urinária diurna (IUD) em crianças é definida como a perda involuntária de urina durante o dia em crianças com idade superior a 5 anos, ou em crianças mais jovens que já deveriam ter adquirido o controle esfincteriano. É um distúrbio miccional comum, afetando a qualidade de vida e a autoestima infantil. A etiologia é multifatorial, incluindo fatores genéticos, disfunções vesicais e intestinais, e aspectos comportamentais. O desfralde é um marco importante no desenvolvimento infantil. O desfralde precoce, antes da criança estar fisiologicamente e psicologicamente pronta (geralmente entre 2 e 3 anos), pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de disfunções miccionais, como a IUD. A imaturidade do sistema nervoso central e a falta de coordenação entre o detrusor e o esfíncter podem ser exacerbadas por uma pressão excessiva para o desfralde. O diagnóstico da IUD baseia-se na história clínica detalhada, exame físico e exames complementares como urinálise e urocultura para excluir infecção. O tratamento inicial é a uroterapia, que engloba educação sobre o funcionamento da bexiga, ingestão adequada de líquidos, micções programadas e tratamento da constipação. Em casos refratários, podem ser consideradas terapias farmacológicas ou outras intervenções.
Os sinais incluem perda urinária involuntária durante o dia, micções frequentes ou infrequentes, e urgência miccional. É importante diferenciar de enurese noturna, que é a perda urinária durante o sono.
O desfralde precoce, antes da criança ter maturidade fisiológica e psicológica para o controle esfincteriano (geralmente entre 2 e 3 anos), pode prejudicar o desenvolvimento do controle da bexiga, contribuindo para a incontinência diurna.
A uroterapia é a primeira linha de tratamento para disfunções miccionais, incluindo a incontinência diurna, e envolve educação, modificações comportamentais, treinamento vesical e tratamento da constipação, se presente.
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