HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
Mulher, 78 anos, apresenta incontinência urinária iniciada há 14 semanas. Portadora de diabetes há 15 anos e hipertensão. Teve três partos normais e menopausa aos 51 anos. Apresenta ao exame fisico IMC de 31,7 kg/m² e prolapso genital. fator que sugere tratar-se de incontinência funcional ou transitória é:
Incontinência funcional/transitória: buscar causas reversíveis (DIAPPERS), como restrição de mobilidade.
A incontinência urinária em idosos é multifatorial. A incontinência funcional ou transitória é causada por fatores reversíveis, como a restrição da mobilidade (incapacidade de chegar ao banheiro a tempo), delirium, infecções, medicamentos ou impactação fecal. A identificação dessas causas é crucial para um tratamento eficaz e muitas vezes não cirúrgico.
A incontinência urinária (IU) é uma condição prevalente e debilitante em idosos, com impacto significativo na qualidade de vida. É crucial diferenciar os tipos de IU para um manejo adequado. A IU pode ser classificada em persistente (de esforço, de urgência, mista, por transbordamento) ou transitória/funcional. A identificação dos fatores contribuintes é o primeiro passo para o tratamento. A incontinência funcional ocorre quando o trato urinário inferior está intacto, mas o paciente não consegue chegar ao banheiro a tempo devido a limitações físicas (como restrição de mobilidade por gonartrose bilateral, fraqueza muscular), cognitivas (demência, delirium) ou ambientais. A incontinência transitória, por sua vez, é causada por condições reversíveis, frequentemente lembradas pelo mnemônico DIAPPERS. A fisiopatologia envolve a interação entre a função vesical e a capacidade funcional do indivíduo. O diagnóstico da IU em idosos envolve uma anamnese detalhada, exame físico e, por vezes, diário miccional. O tratamento da incontinência funcional e transitória foca na correção da causa subjacente: melhorar a mobilidade, tratar infecções, revisar medicações, ajustar o ambiente. Em contraste, a IU persistente pode exigir terapias comportamentais, farmacológicas ou cirúrgicas. A abordagem multidisciplinar é frequentemente necessária para otimizar os resultados.
As causas transitórias podem ser lembradas pelo mnemônico DIAPPERS: Delirium, Infecção, Atrofia (uretral/vaginal), Psicotrópicos, Produção urinária excessiva, Restrição de mobilidade e Impactação fecal. Identificá-las é crucial para o tratamento.
A restrição de mobilidade impede o paciente de chegar ao banheiro a tempo, resultando em perdas urinárias mesmo com um trato urinário inferior funcionando normalmente. É uma causa comum de incontinência funcional em idosos.
A incontinência de esforço é a perda de urina ao tossir, rir ou fazer esforço, devido à fraqueza do assoalho pélvico. A funcional é a perda devido a barreiras físicas ou cognitivas que impedem o acesso ao banheiro, apesar da função vesical intacta.
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