Incompetência Istmocervical: Monitoramento do Colo

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 26 anos, G3P2A0, sem filhos vivos, idade gestacional de 13 semanas; traz ultrassonografia gestacional realizada há um mês: colo com 3,0 cm de comprimento. Antecedente gestacional: perdas anteriores com 25 e 29 semanas de gestação. A conduta é:

Alternativas

  1. A) Cerclagem.
  2. B) Repouso e progesterona vaginal.
  3. C) Seguimento do comprimento do colo com ultrassonografia.
  4. D) Observar evolução clínica do colo.

Pérola Clínica

História de perdas tardias + colo normal na USG = seguimento do comprimento do colo com USG seriada.

Resumo-Chave

Em pacientes com histórico de perdas gestacionais tardias, mesmo com um comprimento de colo uterino normal no início da gestação, é fundamental o seguimento com ultrassonografia transvaginal seriada para monitorar o colo, visando identificar precocemente um encurtamento que possa indicar incompetência istmocervical.

Contexto Educacional

A incompetência istmocervical é uma condição na qual o colo uterino se dilata e encurta prematuramente durante a gestação, resultando em parto prematuro ou perda gestacional no segundo trimestre. É uma causa importante de morbimortalidade perinatal e sua identificação e manejo adequados são cruciais para melhorar os desfechos gestacionais. A história clínica de perdas gestacionais tardias sem causa aparente é o principal indicativo. O comprimento do colo uterino, medido por ultrassonografia transvaginal, é um preditor importante de parto prematuro. Em gestantes com histórico de perdas tardias, mesmo que o comprimento do colo esteja normal no início da gestação (como 3,0 cm em 13 semanas), o monitoramento seriado do colo uterino é a conduta mais apropriada. Isso permite identificar precocemente qualquer encurtamento ou dilatação que possa exigir intervenção. As opções de tratamento incluem a cerclagem uterina (um procedimento cirúrgico para reforçar o colo) e a progesterona vaginal. A cerclagem é geralmente reservada para casos com histórico de perdas tardias e/ou encurtamento significativo do colo. A progesterona vaginal é mais utilizada para gestantes com colo curto sem histórico de perdas. A decisão sobre a melhor conduta deve ser individualizada, considerando a história obstétrica, os achados ultrassonográficos e os fatores de risco da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de incompetência istmocervical?

O diagnóstico de incompetência istmocervical é principalmente clínico, baseado em uma história de perdas gestacionais no segundo trimestre (geralmente entre 14 e 28 semanas) sem contrações uterinas, sangramento ou infecção. O encurtamento do colo uterino na ultrassonografia transvaginal seriada também é um achado importante.

Quando a cerclagem uterina é indicada para prevenir o parto prematuro?

A cerclagem uterina é indicada profilaticamente em gestantes com história de três ou mais perdas gestacionais de segundo trimestre ou partos prematuros espontâneos. Também pode ser indicada terapeuticamente se houver encurtamento do colo (<25 mm) antes de 24 semanas em gestantes com histórico de parto prematuro espontâneo.

Qual o papel da progesterona vaginal na prevenção do parto prematuro?

A progesterona vaginal é utilizada para prevenir o parto prematuro em gestantes com colo curto (<25 mm) detectado na ultrassonografia transvaginal, mesmo sem histórico de parto prematuro. Ela atua relaxando o miométrio e mantendo a integridade cervical, mas não é a primeira linha para incompetência istmocervical com colo normal.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo