INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016
Uma mulher com 36 anos de idade, Gesta 4 Para 0 Aborto 3 (todos espontâneos com 18, 17 e 15 semanas), na 14ª semana gestacional, é encaminhada à maternidade após realizar ultrassonografia transvaginal que revelou comprimento do colo uterino de 15 mm. A biometria fetal é compatível com a idade gestacional clínica, a vitalidade fetal é boa e não há alterações morfológicas. Considerando essa situação, a conduta indicada é:
História de perdas tardias + colo < 25mm antes de 24 sem → Indicação de Cerclagem.
Em pacientes com antecedentes de perdas gestacionais no segundo trimestre e encurtamento cervical atual documentado precocemente, a cerclagem uterina é a intervenção de escolha para prevenir o parto pré-termo extremo.
A incompetência istmocervical (IIC) caracteriza-se pela incapacidade do colo uterino em manter a gestação até o termo, resultando em dilatação indolor e expulsão fetal, geralmente no segundo trimestre. O diagnóstico é frequentemente retrospectivo, baseado na história clínica de perdas recorrentes. A cerclagem, técnica cirúrgica que consiste em uma sutura em bolsa no colo uterino, visa reforçar o estroma cervical. As técnicas mais comuns são McDonald e Shirodkar. O manejo exige exclusão de infecções ovulares e atividade uterina antes do procedimento.
A cerclagem pode ser indicada por história (pacientes com 3 ou mais perdas de segundo trimestre ou partos prematuros extremos), por exame físico (dilatação cervical indolor no segundo trimestre) ou por ultrassonografia (pacientes com antecedente de parto prematuro que apresentam colo < 25mm antes de 24 semanas).
A progesterona vaginal é geralmente a primeira linha para pacientes sem histórico de parto prematuro que apresentam colo curto incidental no morfológico. No entanto, para pacientes com histórico sugestivo de incompetência istmocervical e colo curto precoce, a cerclagem oferece suporte mecânico superior e é frequentemente preferida ou combinada à progesterona.
A cerclagem eletiva (por história) é idealmente realizada entre 12 e 14 semanas de gestação, após a triagem de aneuploidias e confirmação da vitalidade fetal. A cerclagem terapêutica (por USG) é realizada assim que o encurtamento é detectado, geralmente até as 24 semanas de gestação.
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