FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
Joana refere perdas fetais, no segundo trimestre, já fez varias sorologia com resultado negativo. O que mais a intriga que as perdas são rápidas e os fetos nascem vivos e falecem logo após. A principal etiologia é.
Perdas fetais rápidas no 2º trimestre com feto vivo → Incompetência Istmocervical.
A incompetência istmocervical é caracterizada pela dilatação indolor do colo uterino no segundo trimestre, levando a perdas gestacionais rápidas com fetos frequentemente nascendo vivos e falecendo logo após. A ausência de infecção ou outras causas sistêmicas reforça a suspeita.
A incompetência istmocervical (IIC) é uma condição ginecológica caracterizada pela incapacidade do colo uterino de manter a gestação até o termo, resultando em dilatação e esvaecimento indolores no segundo trimestre, levando a perdas fetais. É uma causa significativa de morbimortalidade perinatal, afetando aproximadamente 1% das gestações, mas sendo responsável por até 20% dos abortamentos tardios. O reconhecimento precoce é crucial para a intervenção e melhora do prognóstico gestacional. A fisiopatologia da IIC envolve alterações estruturais ou funcionais do colo uterino, que pode ser congênita ou adquirida (trauma cervical prévio, conização). O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de perdas gestacionais indolores no segundo trimestre, e pode ser auxiliado pela ultrassonografia transvaginal que mede o comprimento cervical. A suspeita deve ser alta em pacientes com perdas fetais recorrentes sem outras causas aparentes. O tratamento padrão-ouro para a IIC é a cerclagem cervical, um procedimento cirúrgico que visa reforçar o colo uterino. A cerclagem pode ser profilática (em pacientes com histórico de IIC) ou terapêutica (quando há sinais de dilatação cervical precoce). O prognóstico com a cerclagem é geralmente bom, com taxas de sucesso elevadas na prevenção de perdas gestacionais recorrentes.
A incompetência istmocervical é tipicamente assintomática, manifestando-se como dilatação cervical indolor e progressiva no segundo trimestre, levando a perdas gestacionais rápidas com fetos viáveis que não sobrevivem devido à prematuridade extrema.
A principal conduta preventiva é a cerclagem cervical, um procedimento cirúrgico que reforça o colo uterino. Pode ser realizada profilaticamente em pacientes com histórico ou terapeuticamente em casos de dilatação precoce.
A diferenciação envolve a exclusão de infecções, anomalias fetais e outras causas sistêmicas. A história de perdas rápidas e indolores no segundo trimestre, com fetos nascendo vivos, é altamente sugestiva de incompetência istmocervical.
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