Incompetência Istmo-Cervical: Diagnóstico e Cerclagem

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020

Enunciado

""A incompetência istmo-cervical (IIC) caracteriza-se por fraqueza congênita ou adquirida na junção do orifício interno cervical e o segmento inferior”. Tendo em vista as possibilidades diagnósticas e terapêuticas, a melhor assertiva é:

Alternativas

  1. A) O tratamento padrão para a IIC é clínico, tendo a progesterona micronizada como principal indicação.
  2. B) O tratamento da IIC de escolha é a cerclagem por via vaginal, a ser realizada preferencialmente ao redor da 14ª semana da gravidez, ocasião em que ainda não aconteceram modificações cervicais.
  3. C) O diagnóstico da IIC contém vários aspectos polêmicos, sendo obrigatório a modificação cervical visível à ultrassonografia.
  4. D) O pessário, como método terapêutico, possui maiores complicações obstétricas maternas e perinatais.
  5. E) O diagnóstico clínico caracteriza-se por achados de modificação cervical atual, na qual se desconsidera o passado obstétrico da gestante e classifica-se em tipo primário ou secundário.

Pérola Clínica

IIC: Cerclagem vaginal é o tratamento de escolha, idealmente na 14ª semana, antes de modificações cervicais.

Resumo-Chave

A cerclagem cervical é o tratamento padrão para a IIC, visando reforçar o colo uterino e prevenir o parto prematuro. A realização precoce, por volta da 14ª semana, é crucial para maximizar a eficácia antes que o colo comece a dilatar ou encurtar.

Contexto Educacional

A Incompetência Istmo-Cervical (IIC) é uma condição obstétrica caracterizada pela incapacidade do colo uterino de manter a gestação até o termo, resultando em perdas gestacionais tardias ou partos prematuros recorrentes, geralmente indolores e sem contrações. Essa fraqueza pode ser congênita ou adquirida, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico importante na prática ginecológica e obstétrica. O diagnóstico é complexo, envolvendo a história obstétrica da paciente e, por vezes, achados ultrassonográficos de encurtamento ou dilatação cervical. O tratamento padrão e de escolha para a IIC é a cerclagem cervical, um procedimento cirúrgico que visa reforçar o colo uterino. A cerclagem é realizada preferencialmente por via vaginal, idealmente entre a 12ª e 14ª semana de gestação, antes que o colo uterino comece a sofrer modificações significativas, como encurtamento ou dilatação. A realização precoce aumenta as chances de sucesso em manter a gestação. Embora outras abordagens como o uso de progesterona micronizada ou pessários cervicais possam ser consideradas em situações específicas de risco de parto prematuro, a cerclagem é a intervenção principal para a IIC. É crucial que residentes compreendam a indicação, o momento ideal e a técnica da cerclagem, bem como os critérios diagnósticos da IIC, para oferecer o melhor cuidado às pacientes com histórico de perdas gestacionais recorrentes.

Perguntas Frequentes

Como é feito o diagnóstico da Incompetência Istmo-Cervical (IIC)?

O diagnóstico da IIC é principalmente clínico, baseado na história obstétrica de perdas gestacionais tardias ou partos prematuros sem contrações, e pode ser auxiliado pela ultrassonografia que mostra encurtamento ou dilatação cervical.

Qual o tratamento de escolha para a Incompetência Istmo-Cervical?

O tratamento de escolha para a IIC é a cerclagem cervical por via vaginal, realizada preferencialmente entre a 12ª e 14ª semana de gestação, antes que ocorram modificações cervicais significativas.

Qual o papel da progesterona no manejo da IIC?

A progesterona micronizada pode ser utilizada em casos de risco de parto prematuro, mas não é o tratamento padrão para a IIC, que requer uma intervenção mecânica como a cerclagem.

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