HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Gestante de 27 anos de idade, secundigesta com parto vaginal espontâneo anterior. Encontra-se com 17 semanas de idade gestacional e veio encaminhada para o pré-natal de alto risco pois o parto vaginal anterior foi com 30 semanas. Foi submetida à ultrassonografia transvaginal com 16 semanas e apresentou medida do colo uterino de 19 mm. Diante dessas informações, qual a melhor conduta para esse caso?
História de parto prematuro + colo uterino < 25mm antes de 24s → Cerclagem cervical + progesterona vaginal.
Em gestantes com história de parto prematuro espontâneo e colo uterino curto (< 25 mm) detectado na ultrassonografia transvaginal antes de 24 semanas, a combinação de cerclagem cervical e progesterona vaginal é a conduta mais eficaz para reduzir o risco de recorrência de parto prematuro.
A prevenção do parto prematuro é um dos maiores desafios na obstetrícia, e a identificação de gestantes de alto risco é fundamental. A incompetência istmo-cervical (IIC) e o colo uterino curto são condições que aumentam significativamente o risco de parto prematuro espontâneo. A história de um parto prematuro anterior, especialmente antes de 34 semanas, é um dos mais fortes preditores de recorrência, e a medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal no segundo trimestre (entre 16 e 24 semanas) é uma ferramenta diagnóstica essencial. Para gestantes com história de parto prematuro espontâneo e que apresentam colo uterino curto (geralmente < 25 mm) na ultrassonografia transvaginal, a combinação de intervenções é frequentemente a conduta mais eficaz. A cerclagem cervical, um procedimento cirúrgico que reforça o colo uterino, é indicada para manter o colo fechado e reduzir o risco de dilatação prematura. Ela é geralmente realizada entre 12 e 24 semanas de gestação. Além disso, a progesterona via vaginal tem demonstrado eficácia na redução do risco de parto prematuro em gestantes com colo curto, agindo para manter a quiescência uterina e a integridade cervical. O manejo dessas pacientes deve ser realizado em um pré-natal de alto risco, com monitoramento rigoroso e educação sobre sinais de alerta de trabalho de parto prematuro. A decisão de combinar cerclagem e progesterona baseia-se na gravidade dos fatores de risco e na evidência de benefício aditivo, visando otimizar os desfechos gestacionais e reduzir a morbimortalidade neonatal associada à prematuridade.
Um colo uterino é considerado curto quando sua medida, realizada por ultrassonografia transvaginal, é inferior a 25 mm antes de 24 semanas de idade gestacional. Essa medida é um importante preditor de parto prematuro, especialmente em gestantes com fatores de risco.
A cerclagem cervical é indicada em gestantes com história de parto prematuro espontâneo e colo uterino curto (menos de 25 mm) detectado antes de 24 semanas. Também pode ser considerada em casos de incompetência istmo-cervical diagnosticada por dilatação cervical indolor no segundo trimestre.
A progesterona vaginal é utilizada para prevenir o parto prematuro em gestantes com colo uterino curto (menos de 25 mm), independentemente da história de parto prematuro, e também em gestantes com história de parto prematuro espontâneo. Ela atua relaxando o miométrio e fortalecendo o colo uterino, reduzindo o risco de trabalho de parto prematuro.
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