AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
A Organização Mundial de Saúde define abortamento como o término da gestação antes de 20 semanas ou com o nascimento de um feto de peso inferior a 500g. Sobre tal evento, assinale a alternativa INCORRETA:
Incompetência istmo-cervical → abortamentos recorrentes de SEGUNDO trimestre, não primeiro.
A incompetência istmo-cervical é uma causa clássica de perdas gestacionais no segundo trimestre, devido à incapacidade do colo uterino de manter a gestação sob pressão. É importante diferenciá-la de outras causas de abortamento precoce.
O abortamento é uma complicação gestacional comum, definida pela OMS como a perda da gestação antes de 20 semanas ou com feto < 500g. É um tema de grande relevância na prática obstétrica, tanto pela sua frequência quanto pela necessidade de um manejo adequado e acolhimento da paciente. A maioria dos abortamentos ocorre no primeiro trimestre, sendo as anomalias cromossômicas a principal etiologia. O diagnóstico diferencial de sangramento na primeira metade da gravidez é vasto e inclui ameaça de aborto, abortamento em curso, gestação ectópica e doença trofoblástica gestacional. A avaliação clínica, ultrassonográfica e laboratorial (beta-hCG) é fundamental para a correta identificação. A incompetência istmo-cervical, por exemplo, é uma causa importante de abortamentos recorrentes, mas tipicamente no segundo trimestre, manifestando-se como dilatação cervical indolor. O manejo varia conforme o tipo de abortamento e a estabilidade hemodinâmica da paciente, podendo incluir conduta expectante, medicamentosa ou cirúrgica. É essencial que o residente domine a classificação dos abortamentos (ameaça, inevitável, incompleto, completo, retido, séptico) e suas respectivas abordagens terapêuticas, além de oferecer suporte emocional e aconselhamento contraceptivo pós-abortamento.
A OMS define abortamento como o término da gestação antes de 20 semanas ou com o nascimento de um feto com peso inferior a 500g. Essa definição é crucial para a classificação e manejo clínico.
Mais de 80% dos abortamentos ocorrem nas primeiras 12 semanas, sendo as anomalias cromossômicas (causas genéticas) as responsáveis pela maioria desses casos. Outras causas incluem fatores hormonais e anatômicos.
A ameaça de aborto se manifesta com sangramento uterino na primeira metade da gravidez sem modificações cervicais. A gestação ectópica pode ter quadro clínico semelhante, mas é crucial descartá-la devido ao risco de ruptura e hemorragia, geralmente com dor abdominal mais intensa e unilateral.
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