Incompatibilidade Rh na Gravidez: Manejo e Prevenção

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Paciente 33 anos, secundígesta e primípara, na 28a semana de gravidez. Foi atendida na primeira consulta de pré-natal assintomática, trazendo apenas a classificação sanguínea materna, a qual é A negativo.Não se tendo conhecimento de outros exames e nem do histórico da gestação anterior, assinale a alternativa CORRETA que representa o próximo exame a ser solicitado, pensando em uma possibilidade de incompatibilidade sanguínea materno-fetal.

Alternativas

  1. A) Coombs direto
  2. B) Classificação sanguínea paterna
  3. C) Dopplervelocimetria da artéria cerebral média fetal
  4. D) Ultrassonografia obstétrica
  5. E) Perfil dos anticorpos maternos para os antígenos presentes nas hemácias

Pérola Clínica

Gestante Rh negativo sem histórico → tipagem sanguínea paterna para avaliar risco de isoimunização fetal.

Resumo-Chave

Em gestantes Rh negativo, a tipagem sanguínea paterna é crucial para determinar o risco de isoimunização. Se o pai for Rh positivo, há risco de o feto ser Rh positivo, necessitando de acompanhamento e profilaxia com imunoglobulina anti-D.

Contexto Educacional

A incompatibilidade Rh é uma condição imunológica que pode ocorrer durante a gravidez quando uma mãe Rh negativo carrega um feto Rh positivo. É uma das principais causas de doença hemolítica perinatal e sua prevenção é crucial no pré-natal, sendo um tema de grande relevância para a saúde materno-fetal. A fisiopatologia envolve a produção de anticorpos maternos contra as hemácias fetais Rh positivas, geralmente após exposição prévia (gestação anterior, aborto, trauma). O diagnóstico inicial envolve a tipagem sanguínea materna e, se Rh negativo, a investigação do parceiro e do Coombs indireto materno para avaliar a sensibilização. O manejo inclui a monitorização da gestação com Coombs indireto seriado e, se necessário, dopplervelocimetria da artéria cerebral média fetal para avaliar anemia fetal. A profilaxia com imunoglobulina anti-D é fundamental para prevenir a sensibilização materna em gestantes Rh negativo não isoimunizadas, garantindo a segurança de gestações futuras.

Perguntas Frequentes

Qual o principal risco da incompatibilidade Rh para o feto?

O principal risco é a doença hemolítica perinatal (eritroblastose fetal), que pode causar anemia fetal grave, hidropsia e até óbito, devido à destruição das hemácias fetais pelos anticorpos maternos.

Quando é indicada a profilaxia com imunoglobulina anti-D?

A profilaxia é indicada em gestantes Rh negativo não sensibilizadas, geralmente na 28ª semana de gestação e após eventos com risco de hemorragia feto-materna ou no pós-parto se o recém-nascido for Rh positivo.

Qual a diferença entre Coombs direto e indireto?

O Coombs indireto detecta anticorpos anti-Rh livres no soro materno, indicando isoimunização. O Coombs direto detecta anticorpos aderidos às hemácias do recém-nascido, confirmando a doença hemolítica.

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