SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Paciente 33 anos, secundígesta e primípara, na 28a semana de gravidez. Foi atendida na primeira consulta de pré-natal assintomática, trazendo apenas a classificação sanguínea materna, a qual é A negativo.Não se tendo conhecimento de outros exames e nem do histórico da gestação anterior, assinale a alternativa CORRETA que representa o próximo exame a ser solicitado, pensando em uma possibilidade de incompatibilidade sanguínea materno-fetal.
Gestante Rh negativo sem histórico → tipagem sanguínea paterna para avaliar risco de isoimunização fetal.
Em gestantes Rh negativo, a tipagem sanguínea paterna é crucial para determinar o risco de isoimunização. Se o pai for Rh positivo, há risco de o feto ser Rh positivo, necessitando de acompanhamento e profilaxia com imunoglobulina anti-D.
A incompatibilidade Rh é uma condição imunológica que pode ocorrer durante a gravidez quando uma mãe Rh negativo carrega um feto Rh positivo. É uma das principais causas de doença hemolítica perinatal e sua prevenção é crucial no pré-natal, sendo um tema de grande relevância para a saúde materno-fetal. A fisiopatologia envolve a produção de anticorpos maternos contra as hemácias fetais Rh positivas, geralmente após exposição prévia (gestação anterior, aborto, trauma). O diagnóstico inicial envolve a tipagem sanguínea materna e, se Rh negativo, a investigação do parceiro e do Coombs indireto materno para avaliar a sensibilização. O manejo inclui a monitorização da gestação com Coombs indireto seriado e, se necessário, dopplervelocimetria da artéria cerebral média fetal para avaliar anemia fetal. A profilaxia com imunoglobulina anti-D é fundamental para prevenir a sensibilização materna em gestantes Rh negativo não isoimunizadas, garantindo a segurança de gestações futuras.
O principal risco é a doença hemolítica perinatal (eritroblastose fetal), que pode causar anemia fetal grave, hidropsia e até óbito, devido à destruição das hemácias fetais pelos anticorpos maternos.
A profilaxia é indicada em gestantes Rh negativo não sensibilizadas, geralmente na 28ª semana de gestação e após eventos com risco de hemorragia feto-materna ou no pós-parto se o recém-nascido for Rh positivo.
O Coombs indireto detecta anticorpos anti-Rh livres no soro materno, indicando isoimunização. O Coombs direto detecta anticorpos aderidos às hemácias do recém-nascido, confirmando a doença hemolítica.
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