Gestante Rh Negativo: Rastreamento e Profilaxia da Incompatibilidade Rh

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015

Enunciado

No que concerne à assistência pré-natal, que faz parte das políticas de saúde, julgue o item abaixo. No pré-natal, sendo detectado que a gestante possui tipo sanguíneo Rh negativo, deve-se solicitar o Rh do parceiro. Caso seja positivo o Rh do parceiro ou este não seja conhecido, deve ser solicitado mensalmente o teste de Coombs indireto à gestante, até que ela complete vinte e oito semanas de gestação.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Gestante Rh negativo com parceiro Rh positivo/desconhecido → Coombs indireto mensal a partir de 28 semanas, não antes. Profilaxia com anti-D na 28ª semana.

Resumo-Chave

Em gestantes Rh negativo com parceiro Rh positivo ou desconhecido, o teste de Coombs indireto deve ser solicitado mensalmente *a partir da 28ª semana* de gestação, e não antes. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) é administrada rotineiramente na 28ª semana e pós-parto, se o RN for Rh positivo.

Contexto Educacional

A incompatibilidade Rh é uma condição que pode levar à Doença Hemolítica Perinatal (DHRN), uma das principais causas de morbimortalidade fetal e neonatal. Ocorre quando uma gestante Rh negativo é exposta a hemácias Rh positivo do feto, desenvolvendo anticorpos que podem atravessar a placenta e destruir as hemácias fetais. A assistência pré-natal adequada é fundamental para prevenir a sensibilização e suas consequências. A fisiopatologia da DHRN envolve a sensibilização materna, geralmente em gestações anteriores ou eventos como aborto, sangramento ou procedimentos invasivos. Uma vez sensibilizada, a mãe produz anticorpos IgG que podem atacar o feto Rh positivo. O rastreamento inclui a tipagem sanguínea e o teste de Coombs indireto na primeira consulta e, se negativo, repetido na 28ª semana e mensalmente a partir daí, se o parceiro for Rh positivo ou desconhecido. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) é a medida mais eficaz para prevenir a sensibilização. É administrada rotineiramente na 28ª semana de gestação e, se necessário, após o parto, se o RN for Rh positivo. Também é indicada após eventos de risco. O manejo de uma gestação com sensibilização envolve monitoramento fetal rigoroso para detectar anemia e, se necessário, transfusões intrauterinas.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do teste de Coombs indireto no pré-natal de gestantes Rh negativo?

O Coombs indireto detecta a presença de anticorpos anti-Rh no sangue materno, indicando sensibilização. Sua positividade alerta para o risco de doença hemolítica perinatal no feto.

Quando a imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) deve ser administrada?

A profilaxia com RhoGAM é administrada rotineiramente na 28ª semana de gestação em gestantes Rh negativo não sensibilizadas, e novamente dentro de 72 horas pós-parto se o recém-nascido for Rh positivo. Também é indicada após eventos de risco.

Quais são os riscos para o feto em casos de incompatibilidade Rh com sensibilização materna?

O feto pode desenvolver doença hemolítica perinatal, que varia de anemia leve a hidropsia fetal grave, com risco de morte intrauterina ou icterícia neonatal grave e kernicterus.

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