Incompatibilidade Rh na Gestação: Prevenção e Manejo

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Na assistência a uma mulher Rh negativo, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) no pré-natal ela deverá receber imunoglobulina anti-Rh no primeiro trimestre e com 28 semanas.
  2. B) a pesquisa de eventual sensibilização deve ser feita com dopplervelocimetria da artéria cerebral média.
  3. C) se existir incompatibilidade ABO, a presença dos anti- corpos naturais na gestante irá protegê-la da sensibilização pela eventual passagem de hemácias Rh positivas do feto.
  4. D) no pós-parto, a administração de imunoglobulina anti-Rh somente deverá ser feita nos casos de recém-nascidos que sejam Rh positivo e que apre- sentem o teste de Coombs direto negativo.
  5. E) se ela já teve recém-nascido Rh negativo em gestação anterior, do mesmo casamento, não existe necessidade de nenhuma investigação nas demais gestações.

Pérola Clínica

Incompatibilidade ABO concomitante protege da sensibilização Rh → anticorpos maternos destroem hemácias fetais Rh+ antes da sensibilização.

Resumo-Chave

A incompatibilidade ABO concomitante atua como um mecanismo protetor contra a sensibilização Rh. Os anticorpos anti-A ou anti-B da mãe destroem rapidamente as hemácias fetais Rh-positivas que entram na circulação materna, impedindo que o sistema imune materno seja exposto por tempo suficiente para produzir anticorpos anti-Rh.

Contexto Educacional

A incompatibilidade Rh é uma condição imunológica que pode levar à doença hemolítica perinatal (DHPN), uma das principais causas de anemia fetal grave e hidropsia. A prevenção é crucial e baseia-se na administração de imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) em momentos chave da gestação e pós-parto para mães Rh negativo com fetos Rh positivo. A fisiopatologia envolve a passagem de hemácias fetais Rh-positivas para a circulação materna Rh-negativa, levando à produção de anticorpos anti-Rh pela mãe. A pesquisa de sensibilização é feita pelo teste de Coombs indireto. Curiosamente, a presença de incompatibilidade ABO concomitante pode ser protetora, pois os anticorpos maternos anti-A ou anti-B destroem as hemácias fetais Rh-positivas antes que a sensibilização ao antígeno D ocorra. A profilaxia padrão inclui a administração de imunoglobulina anti-Rh em gestantes Rh negativo não sensibilizadas, geralmente na 28ª semana de gestação e dentro de 72 horas após o parto de um recém-nascido Rh positivo. O manejo adequado é fundamental para prevenir complicações graves e garantir a saúde materno-fetal, sendo um tópico recorrente em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para a administração de imunoglobulina anti-Rh?

A imunoglobulina anti-Rh é administrada a gestantes Rh negativo não sensibilizadas, geralmente na 28ª semana de gestação e dentro de 72 horas após o parto de um recém-nascido Rh positivo, ou após eventos com risco de hemorragia feto-materna.

Como a incompatibilidade ABO protege contra a sensibilização Rh?

A incompatibilidade ABO protege porque os anticorpos maternos anti-A ou anti-B destroem rapidamente as hemácias fetais Rh-positivas que entram na circulação materna, impedindo que o sistema imune materno seja exposto por tempo suficiente para produzir anticorpos anti-Rh.

Quando a pesquisa de sensibilização Rh deve ser realizada?

A pesquisa de sensibilização Rh, através do teste de Coombs indireto, deve ser realizada no início do pré-natal e repetida na 28ª semana de gestação em gestantes Rh negativo não sensibilizadas.

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