HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Na assistência a uma mulher Rh negativo, é correto afirmar que
Incompatibilidade ABO concomitante protege da sensibilização Rh → anticorpos maternos destroem hemácias fetais Rh+ antes da sensibilização.
A incompatibilidade ABO concomitante atua como um mecanismo protetor contra a sensibilização Rh. Os anticorpos anti-A ou anti-B da mãe destroem rapidamente as hemácias fetais Rh-positivas que entram na circulação materna, impedindo que o sistema imune materno seja exposto por tempo suficiente para produzir anticorpos anti-Rh.
A incompatibilidade Rh é uma condição imunológica que pode levar à doença hemolítica perinatal (DHPN), uma das principais causas de anemia fetal grave e hidropsia. A prevenção é crucial e baseia-se na administração de imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) em momentos chave da gestação e pós-parto para mães Rh negativo com fetos Rh positivo. A fisiopatologia envolve a passagem de hemácias fetais Rh-positivas para a circulação materna Rh-negativa, levando à produção de anticorpos anti-Rh pela mãe. A pesquisa de sensibilização é feita pelo teste de Coombs indireto. Curiosamente, a presença de incompatibilidade ABO concomitante pode ser protetora, pois os anticorpos maternos anti-A ou anti-B destroem as hemácias fetais Rh-positivas antes que a sensibilização ao antígeno D ocorra. A profilaxia padrão inclui a administração de imunoglobulina anti-Rh em gestantes Rh negativo não sensibilizadas, geralmente na 28ª semana de gestação e dentro de 72 horas após o parto de um recém-nascido Rh positivo. O manejo adequado é fundamental para prevenir complicações graves e garantir a saúde materno-fetal, sendo um tópico recorrente em provas de residência.
A imunoglobulina anti-Rh é administrada a gestantes Rh negativo não sensibilizadas, geralmente na 28ª semana de gestação e dentro de 72 horas após o parto de um recém-nascido Rh positivo, ou após eventos com risco de hemorragia feto-materna.
A incompatibilidade ABO protege porque os anticorpos maternos anti-A ou anti-B destroem rapidamente as hemácias fetais Rh-positivas que entram na circulação materna, impedindo que o sistema imune materno seja exposto por tempo suficiente para produzir anticorpos anti-Rh.
A pesquisa de sensibilização Rh, através do teste de Coombs indireto, deve ser realizada no início do pré-natal e repetida na 28ª semana de gestação em gestantes Rh negativo não sensibilizadas.
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