Gestante Rh Negativo e Pai Rh Negativo: Necessidade de Anti-Rh?

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021

Enunciado

Você atendeu na unidade de saúde uma mulher primigesta de 28 semanas, tipagem sanguínea B negativo e Coombs indireto negativo. Traz resultado de tipagem paterna A negativo. A indicação nesse caso será:

Alternativas

  1. A) Encaminhar para a realização de imunoglobulina anti-Rh profilática.
  2. B) Orientar que a gestante não precisa realizar imunoglobulina profilática.
  3. C) Orientar que o bebê não precisará ter coleta de sangue de cordão pelo pai ser RH negativo.
  4. D) Encaminhar para pré-natal de alto risco imediatamente.

Pérola Clínica

Mãe Rh- + Pai Rh- → Bebê Rh- (provável). Não há risco de aloimunização Rh, imunoglobulina anti-Rh NÃO indicada.

Resumo-Chave

A imunoglobulina anti-Rh é indicada para gestantes Rh negativas com parceiro Rh positivo, a fim de prevenir a aloimunização. No caso de ambos os pais serem Rh negativos, o feto será obrigatoriamente Rh negativo, eliminando o risco de incompatibilidade Rh e, portanto, a necessidade de profilaxia.

Contexto Educacional

A incompatibilidade Rh é uma condição que pode levar à doença hemolítica do recém-nascido (DHRN), uma complicação grave que ocorre quando uma mãe Rh negativa é exposta a hemácias Rh positivas de seu feto, desenvolvendo anticorpos que podem atacar gestações futuras. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é uma das maiores conquistas da medicina perinatal, prevenindo a aloimunização materna e, consequentemente, a DHRN. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem os critérios para sua indicação. A fisiopatologia da incompatibilidade Rh baseia-se na presença do antígeno D (Rh) nas hemácias. Mães Rh negativas (dd) podem ser sensibilizadas por fetos Rh positivos (Dd ou DD). O Coombs indireto negativo na mãe indica que ela ainda não produziu anticorpos anti-Rh. A tipagem sanguínea paterna é fundamental para avaliar o risco. Se o pai também é Rh negativo (dd), não há possibilidade de o feto ser Rh positivo, pois ele herdará um alelo d de cada pai, sendo, portanto, Rh negativo. Nesse cenário específico (mãe B negativo, pai A negativo), o feto será obrigatoriamente Rh negativo. Assim, não há risco de aloimunização Rh, e a administração de imunoglobulina anti-Rh profilática é desnecessária. A imunoglobulina é geralmente administrada por volta da 28ª semana de gestação e novamente no pós-parto, se o recém-nascido for Rh positivo. A compreensão precisa desses critérios evita intervenções desnecessárias e otimiza o cuidado pré-natal.

Perguntas Frequentes

Quando a imunoglobulina anti-Rh é geralmente indicada?

É indicada para gestantes Rh negativas com Coombs indireto negativo, cujo parceiro é Rh positivo, para prevenir a aloimunização materna contra o antígeno Rh do feto.

Por que a imunoglobulina anti-Rh não é necessária se o pai também é Rh negativo?

Se ambos os pais são Rh negativos, o feto será obrigatoriamente Rh negativo, não havendo risco de incompatibilidade Rh e, consequentemente, de aloimunização materna.

Qual o objetivo da profilaxia com imunoglobulina anti-Rh?

O objetivo é destruir as hemácias fetais Rh positivas que possam ter entrado na circulação materna, impedindo que o sistema imune da mãe produza anticorpos anti-Rh.

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