Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Se uma gestante é Rh negativo, e o seu companheiro é Rh positivo,
Gestante Rh negativo + parceiro Rh positivo, Coombs indireto negativo + sangramento 1º trimestre → Imunoglobulina anti-Rh.
A imunoglobulina anti-Rh é administrada em gestantes Rh negativo não sensibilizadas (Coombs indireto negativo) em situações de risco de hemorragia feto-materna, como sangramentos vaginais, aborto, procedimentos invasivos ou trauma abdominal, para prevenir a sensibilização materna e a doença hemolítica do recém-nascido.
A incompatibilidade Rh ocorre quando uma gestante Rh negativo é exposta ao sangue de um feto Rh positivo, levando à produção de anticorpos maternos. Essa sensibilização pode causar a Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) em gestações subsequentes com fetos Rh positivos. Para prevenir essa sensibilização, a profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é essencial. A imunoglobulina anti-Rh age destruindo as hemácias fetais Rh positivas que entram na circulação materna antes que o sistema imunológico da mãe possa reconhecê-las e produzir seus próprios anticorpos. O teste de Coombs indireto é fundamental para verificar se a mãe já está sensibilizada; se for negativo, a profilaxia é indicada. Além da profilaxia de rotina no terceiro trimestre (28-32 semanas), a imunoglobulina anti-Rh deve ser administrada em qualquer evento que possa levar à hemorragia feto-materna, como sangramentos vaginais (inclusive no primeiro trimestre), aborto, gravidez ectópica, trauma abdominal, amniocentese, biópsia de vilo corial ou versão cefálica externa. Essa abordagem proativa é crucial para proteger o feto de futuras gestações.
A imunoglobulina anti-Rh é administrada rotineiramente entre 28-32 semanas de gestação e em situações de risco de hemorragia feto-materna, como aborto, sangramento vaginal, trauma abdominal ou procedimentos invasivos, se a mãe for Rh negativo e não sensibilizada.
O Coombs indireto detecta anticorpos anti-Rh no soro materno. Se positivo, indica que a mãe já está sensibilizada e a profilaxia com imunoglobulina anti-Rh não é eficaz.
Se a gestante Rh negativo for sensibilizada, ela pode produzir anticorpos que atravessam a placenta e destroem as hemácias do feto Rh positivo, causando a Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN), que pode ser grave ou fatal.
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