Incompatibilidade Rh: Manejo e Profilaxia na Gestação

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021

Enunciado

Se uma gestante é Rh negativo, e o seu companheiro é Rh positivo,

Alternativas

  1. A) deve ser pedido Coombs indireto na primeira consulta e se estiver normal, programar imunoglobulina anti-Rh pós-parto caso o RN for positivo.
  2. B) caso o Coombs indireto for negativo e apresentar sangramento no primeiro trimestre, a gestante deverá receber imunoglobulina anti-Rh.
  3. C) caso o Coombs indireto for positivo e apresentar sangramento no terceiro trimestre, a gestante deverá receber imunoglobulina anti-Rh.
  4. D) caso o Coombs indireto for positivo, acima de 1/16, a gestante deverá interromper a gestação.
  5. E) caso o RN for Rh positivo e não houver incompatibilidade ABO que destrua as hemácias com os anticorpos naturais, deverá receber imunoglobulina anti-Rh.

Pérola Clínica

Gestante Rh negativo + parceiro Rh positivo, Coombs indireto negativo + sangramento 1º trimestre → Imunoglobulina anti-Rh.

Resumo-Chave

A imunoglobulina anti-Rh é administrada em gestantes Rh negativo não sensibilizadas (Coombs indireto negativo) em situações de risco de hemorragia feto-materna, como sangramentos vaginais, aborto, procedimentos invasivos ou trauma abdominal, para prevenir a sensibilização materna e a doença hemolítica do recém-nascido.

Contexto Educacional

A incompatibilidade Rh ocorre quando uma gestante Rh negativo é exposta ao sangue de um feto Rh positivo, levando à produção de anticorpos maternos. Essa sensibilização pode causar a Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) em gestações subsequentes com fetos Rh positivos. Para prevenir essa sensibilização, a profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é essencial. A imunoglobulina anti-Rh age destruindo as hemácias fetais Rh positivas que entram na circulação materna antes que o sistema imunológico da mãe possa reconhecê-las e produzir seus próprios anticorpos. O teste de Coombs indireto é fundamental para verificar se a mãe já está sensibilizada; se for negativo, a profilaxia é indicada. Além da profilaxia de rotina no terceiro trimestre (28-32 semanas), a imunoglobulina anti-Rh deve ser administrada em qualquer evento que possa levar à hemorragia feto-materna, como sangramentos vaginais (inclusive no primeiro trimestre), aborto, gravidez ectópica, trauma abdominal, amniocentese, biópsia de vilo corial ou versão cefálica externa. Essa abordagem proativa é crucial para proteger o feto de futuras gestações.

Perguntas Frequentes

Quando a imunoglobulina anti-Rh deve ser administrada durante a gestação?

A imunoglobulina anti-Rh é administrada rotineiramente entre 28-32 semanas de gestação e em situações de risco de hemorragia feto-materna, como aborto, sangramento vaginal, trauma abdominal ou procedimentos invasivos, se a mãe for Rh negativo e não sensibilizada.

Qual a função do teste de Coombs indireto na gestação?

O Coombs indireto detecta anticorpos anti-Rh no soro materno. Se positivo, indica que a mãe já está sensibilizada e a profilaxia com imunoglobulina anti-Rh não é eficaz.

O que acontece se uma gestante Rh negativo não receber a profilaxia adequada?

Se a gestante Rh negativo for sensibilizada, ela pode produzir anticorpos que atravessam a placenta e destroem as hemácias do feto Rh positivo, causando a Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN), que pode ser grave ou fatal.

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