FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
Primigesta, com idade gestacional de 9 semanas, com tipagem sanguínea O negativo, inicia pré-natal na UBS de seu bairro. Nessa situação, o médico que a acompanha deve questionar a tipagem do marido e:
Gestante Rh- com parceiro Rh+ → solicitar Coombs Indireto mensalmente.
Em gestantes Rh negativo com parceiro Rh positivo, o Coombs indireto é essencial para rastrear a formação de anticorpos anti-Rh, indicando aloimunização e risco de doença hemolítica fetal.
A incompatibilidade Rh é uma condição imunológica que ocorre quando uma gestante Rh negativo é exposta a hemácias Rh positivo, geralmente do feto, levando à produção de anticorpos maternos. É uma das principais causas de doença hemolítica perinatal e requer atenção especial no pré-natal. O rastreio é fundamental e inicia-se com a tipagem sanguínea da gestante e do parceiro. Se a gestante for Rh negativo e o parceiro Rh positivo, há risco de aloimunização. Nesses casos, o Coombs indireto deve ser solicitado mensalmente a partir do segundo trimestre para monitorar a presença de anticorpos maternos. A conduta inclui a profilaxia com imunoglobulina anti-D para gestantes Rh negativo não sensibilizadas, prevenindo a formação de anticorpos. Se o Coombs indireto se tornar positivo, a gestação é considerada de alto risco e requer monitoramento fetal intensivo para detectar sinais de anemia fetal e planejar intervenções como transfusão intrauterina ou parto antecipado.
O Coombs indireto detecta anticorpos anti-Rh no soro materno, indicando se a gestante Rh negativo já foi sensibilizada. Sua positividade requer acompanhamento rigoroso da gestação devido ao risco de doença hemolítica fetal.
A imunoglobulina anti-D é indicada para gestantes Rh negativo não sensibilizadas em torno da 28ª semana de gestação e após eventos com risco de hemorragia feto-materna, como aborto, sangramento vaginal, amniocentese, e no pós-parto de RN Rh positivo.
A incompatibilidade Rh pode levar à doença hemolítica do recém-nascido (DHRN), que varia de anemia leve a hidropsia fetal grave, icterícia neonatal e kernicterus, devido à destruição das hemácias fetais pelos anticorpos maternos.
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