Imunoglobulina Anti-Rh: Conduta em Mãe Rh Negativo Pós-Parto

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 33a, G3P2A1, em alojamento conjunto com 24h de puerpério, tipo sanguíneo A e Rh negativo, com Coombs indireto positivo anti-D (coletados na admissão hospitalar para o parto). Recém-nascido (RN): tipo sanguíneo O e Rh positivo. Antecedente pessoal: Imunoglobulina anti-Rh após o primeiro parto, após o aborto e às 28 semanas desta gestação.A CONDUTA É:

Alternativas

  1. A) Contra indicar nova gestação, pois paciente isoimunizada.
  2. B) Solicitar Coombs direto para orientar uso de Imunoglobulina anti-Rh.
  3. C) Imunoglobulina anti-Rh não indicada por Coombs indireto positivo.
  4. D) Prescrever Imunoglobulina anti-Rh, por RN Rh positivo.

Pérola Clínica

Mãe Rh negativo + RN Rh positivo → Administrar Imunoglobulina anti-Rh pós-parto, mesmo com Coombs indireto positivo (pode ser da profilaxia prévia).

Resumo-Chave

A imunoglobulina anti-Rh é essencial para prevenir a sensibilização de mães Rh negativas expostas a sangue Rh positivo do feto. Mesmo com Coombs indireto positivo (que pode ser devido à imunoglobulina administrada previamente), a profilaxia pós-parto é indicada se o recém-nascido for Rh positivo, para proteger futuras gestações.

Contexto Educacional

A incompatibilidade Rh é uma condição em que uma mãe Rh negativo é exposta a eritrócitos Rh positivo do feto, levando à produção de anticorpos maternos anti-D. Esses anticorpos podem atravessar a placenta em gestações futuras e atacar os eritrócitos fetais Rh positivo, causando a Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN), que varia de anemia leve a hidropsia fetal e óbito. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é a estratégia mais eficaz para prevenir a isoimunização. É administrada rotineiramente em gestantes Rh negativas em situações de risco (ex: aborto, sangramento, procedimentos invasivos) e, de forma universal, entre 28-32 semanas de gestação. Após o parto, se o recém-nascido for Rh positivo, uma dose adicional deve ser administrada à mãe dentro de 72 horas. No caso apresentado, o Coombs indireto positivo anti-D na admissão pode ser devido à imunoglobulina anti-Rh administrada às 28 semanas, e não necessariamente a uma isoimunização ativa. A presença de um RN Rh positivo ainda exige a administração da imunoglobulina pós-parto para garantir a prevenção de sensibilização para futuras gestações, pois a dose pré-natal pode não ser suficiente para cobrir a exposição pós-parto.

Perguntas Frequentes

Quando a imunoglobulina anti-Rh é indicada no puerpério?

A imunoglobulina anti-Rh é indicada no puerpério para todas as mães Rh negativas que tiveram um recém-nascido Rh positivo, dentro de 72 horas após o parto, para prevenir a sensibilização materna e a doença hemolítica em futuras gestações.

O que significa um Coombs indireto positivo em uma gestante Rh negativo?

Um Coombs indireto positivo em uma gestante Rh negativo pode indicar sensibilização materna (produção de anticorpos anti-D) ou a presença de anticorpos da imunoglobulina anti-Rh administrada profilaticamente. É crucial diferenciar essas situações para o manejo adequado.

Qual a importância da profilaxia com imunoglobulina anti-Rh?

A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é fundamental para prevenir a isoimunização Rh, uma condição que pode levar à doença hemolítica do recém-nascido em gestações subsequentes, causando anemia fetal grave, hidropsia e até óbito.

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