CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2023
Com relação aos tipos de incisões em facectomia, assinale a alternativa correta:
Incisão escleral em túnel (tipo 5) → ↓ suturas, mas ↑ dificuldade na extração do núcleo.
A escolha da incisão na facectomia impacta o astigmatismo pós-operatório e a estabilidade da ferida; incisões esclerais tunelizadas tendem a ser mais estáveis.
A evolução das incisões na cirurgia de catarata permitiu a transição da facectomia extracapsular para a facoemulsificação com microincisões. Compreender a biomecânica da córnea e da esclera é fundamental para minimizar o astigmatismo induzido (SIA). Incisões valvuladas em dois ou três planos garantem a estanqueidade da câmara anterior, reduzindo o risco de endoftalmite e hipotonia pós-operatória.
A incisão de córnea clara é feita diretamente no tecido corneano avascular, sendo popular na facoemulsificação por ser rápida e não causar sangramento conjuntival. Já o túnel escleral começa na esclera e entra na câmara anterior através da córnea periférica; é mais estável, induz menos astigmatismo e é frequentemente auto-selante, mas exige mais dissecção.
Incisões mais curtas e localizadas mais posteriormente (esclerais) induzem menos astigmatismo do que incisões longas e anteriores (corneanas). A técnica de 'túnel' permite que a pressão intraocular ajude no fechamento da ferida, minimizando a necessidade de suturas que poderiam distorcer a curvatura corneana.
Em técnicas extracapsulares, onde o núcleo é removido inteiro, uma incisão em túnel escleral muito longa ou profunda pode restringir a abertura necessária para a passagem do núcleo rígido, aumentando o risco de trauma tecidual ou ruptura capsular se não for adequadamente dimensionada.
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